A Industrial Light and Magic – ou ILM – é a lendária empresa de efeitos especiais da Lucasfilm, e ela quer reinventar a maneira como vemos filmes. Durante uma conferência de desenvolvimento de projetos de realidade virtual em Los Angeles, Rob Bredow, o diretor da ILM, disse algumas palavras sobre o futuro dos óculos VR em filmes.

Segundo o executivo, a empresa tem trabalhado no VScout, um software que, teoricamente, o permitiria explorar livremente o cenário de um longa-metragem. Em outras palavras, você conseguiria se distanciar da câmera comum e observar a ação de diversos ângulos diferentes usando apenas um dispositivo de realidade virtual e um iPad.

Isso é bruxaria? Não, é tecnologia

Você pode se perguntar: como isso seria feito? De acordo com um dos engenheiros de software, o cenário seria renderizado em nuvem, e, toda vez que o usuário quisesse modificar o ângulo da ação, a cena seria calculada e transmitida via streaming – em uma velocidade de conexão similar à que assistimos a séries no Netflix – para o iPad e, consequentemente, para os óculos de realidade virtual.

Não entendeu nada? Fique tranquilo, vamos dar um exemplo. Imagine que você está vendo o novo filme da sequência “Star Wars” e, de repente, saísse do que é mostrado pela câmera e assistisse às cenas pela visão em primeira pessoa do protagonista. Sim, você seria o próprio diretor do longa-metragem, experienciando tudo através de vários pontos de vista.

Os funcionários da ILM não se contentam apenas com essa ideia revolucionária e querem ir ainda mais longe. Além de ter o controle total, os desenvolvedores querem inventar uma narrativa ramificada, coerente e sincronizada na qual poderíamos acompanhar personagens secundários enquanto o roteiro principal ainda está acontecendo.

Sem planos para um futuro próximo

Essas ideias certamente empolgam, não é mesmo? Infelizmente, é melhor não criar expectativas muito altas. Segundo a ILM, esse modelo ainda não é avançado suficiente para ser implementado em larga escala. Apesar de já ser parcialmente funcional em curtas, como foi demonstrado durante o evento, ainda há muito chão para tornar a tecnologia uma realidade acessível para o público.

Diferente de “Star Wars”, talvez só vejamos a nova maneira de ver filmes em prática em um futuro muito, muito distante.

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