As animações da Disney beiram o realismo. Mas, afinal, como elas são feitas? Em vídeo publicado na semana passada, o estúdio de arte em 3D da companhia traduziu a termos leigos o método utilizado pela produtora para a criação de toda a mágica. Chamado de “Física da Luz”, grosso modo, o sistema responsável por gerar os efeitos de iluminação de filmes como Big Hero 6 e Valente se vale de técnicas inteligentes.

Análise da trajetória da luz, determinação dos níveis de reflexão e textura dos objetos e o uso de um mecanismo de renderização de grupos de processos são a base de todo o trabalho. Por meio do motor gráfico Hyperion, o rastreamento da trajetória de raios luminosos é feito (“Path Tracing”). Em seguida é realizada uma análise sobre o perfil do objeto atingido pela luz: uma pedra pode refletir raios contra o tronco de uma árvore que, por sua vez, redireciona os raios a folhas, como explica a própria Disney.

Tudo depende do perfil das superfícies. Para referência, vale mencionar a pele translúcida de Baymax em Big Hero 6 e o arco e flecha de Merida, em Valente. Cada objeto vai refletir luz de um jeito diferente. Apenas os elementos exibidos em cena são processados, é claro – o que livra os computadores de cargas cavalares de trabalho.

Entra aí a jogada de mestre: processos semelhantes são executados em grupo para otimização da renderização. São interpretados, de uma vez, raios que incidem na vertical e que são refletidos ao ângulo de 45º graus, por exemplo. Depois, a luz direcionada na horizontal é que passa a ser processada. O método se repete até que todas as variações de iluminação sejam renderizadas.

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