Tanto o mundo dos jogos como o das produções cinematográficas mexem com a imaginação das pessoas. Por serem, em sua maioria, cenários fictícios, os filmes e games têm muita coisa em comum — principalmente o fato de oferecer conteúdos dos mais variados gêneros e que atingem qualquer tipo de público. Prova do sucesso dessas indústrias são os bilhões de dólares que elas movem por ano.

O cruzamento entre esses mundos acontece até que com uma frequência considerável, basta você relembrar todos os títulos dos jogos que foram transformados em longas-metragens ou vice-versa — algumas dessas transições são péssimas, mas relevemos isso no momento.

Mas e se fizéssemos algo diferente? Caso surgisse uma tendência de colocar alguns dos mais famosos personagens dos games em produções consagradas, como esses filmes ficariam? Embarque com a nossa turminha do barulho para conferir altas aventuras e muitas confusões estreladas por personagens carimbados nos jogos, mas que também cairiam bem na Sessão da Tarde.

Donkey King Kong

O King Kong é um gorila gigante — ninguém consegue explicar direito como ele ficou daquele tamanho — antológico do cinema. O “macacão”, além de destruir boa parte da cidade de Nova York em 1933, já lutou contra o Godzila, reapareceu nas décadas de 70 e 80 e participou de um remake contemporâneo em 2005.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo/BJ)

Depois de quase 80 anos atuando, está mais do que na hora de ele se aposentar. Para substituí-lo, ninguém melhor do que o simpático Donkey Kong, o qual dispensa qualquer apresentação. O chipanzé corpulento da franquia homônima, que ganhou popularidade nos consoles da Nintendo, daria ao filme um ar mais descontraído, tornando-o mais voltado para a comédia do que uma produção de suspense.

A cidade de Nova York foi destruída tantas vezes nas telonas que nessa reedição de “King Kong”, protagonizado pelo Donkey, ela poderia apenas ficar um pouco mais suja com cascas de banana para todos os lados. O topo do Empire State Building seria um ponto de encontro para o divertido macaco e seus amigos.

Kratos em 300 1

Coragem, habilidades em combates corpo a corpo, massa muscular avantajada, “sangue nos olhos”, cidadania espartana e barbicha. Essas sãos algumas características compartilhadas entre Rei Leônidas de Esparta, protagonista do filme “300”, e Kratos, o temido e violento personagem da série God of War. A troca aqui é algo quase inevitável.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo/BJ)

Agora, imagine o careca com poderes arrancados, literalmente, de deuses e raivoso por sua cidade estar prestes a ser tomada por um exército bizarro. É... Rodrigo Santoro pensaria duas vezes em se intitular como um deus nessa produção cinematográfica.

Munido de suas Lâminas do Caos e berrando “This is Sparta!”, Kratos seria devastador para as tropas do Rei Xerxes da Pérsia. A diferença é que, se o Fantasma de Esparta mostrar o mesmo desempenho dos games no cinema, ele não precisaria de mais 299 homens ao seu lado e o filme teria seu título alterado de “300” para “1”.

O Poderoso Mario

A máfia italiana foi retratada em longas-metragens diversas vezes. Contudo, o título mais emblemático de todos os tempos é, sem dúvida, a trilogia “O Poderoso Chefão”. Quem poderia assumir o lugar do patriarca da família Corleone? Você tem uma chance para acertar a resposta. Dica: o sucessor é o personagem italiano mais popular dos games.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo/BJ)

Sim, é ele: Mario. O encanador é o substituto ideal para Don Vito — até o bigode é usado pelos dois como característica marcante de suas fisionomias. O interessante nessa trama é que o saltitante mascote da Nintendo deixaria a sua máscara de bom moço cair, revelando a sua verdadeira personalidade manipuladora e impiedosa como mafioso.

Além de uma produção que mistura (de maneira sublime, diga-se de passagem) suspense, tragédia e ação, essa trilogia também pode ser muito educativa. Você já deve estar imaginando o Mario — com um tom de voz baixo, rouco e aparentemente calmo, mas com certeza imponente — passando sua sabedoria sobre:

  • Vida social: “Deixe que seus amigos subestimem suas qualidades e que seus inimigos superestimem seus defeitos”;
  • Família: “Nunca deixe que ninguém de fora da ‘família’ saiba o que você está pensando”; e
  • Caso você precise matar alguém: “Dê dois pulos no casco ou na cabeça, saia devagar — sem correr — e deixe o cogumelo escorregar pela mão”.

Alguns braços a mais no Titanic

O filme “Titanic”, lançado em 1997 (exato, já se passaram 15 anos!), bateu recordes de bilheterias na época, revolucionou a indústria cinematográfica com seus efeitos especiais e fez muita gente chorar tendo uma canção principal com uma melodia baseada apenas no som de uma flauta e o refrão “Near, far, wherever you are. I believe that the heart does go on”, cantado por Celine Dion.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo/BJ)

Todavia, cá entre nós, o casal no qual todo o enredo do filme se desenrola não é dos melhores. Tudo bem, o Leonardo Di Caprio é um galã de Hollywood e a Kate Winslet não é de se jogar fora, mas com Goro e Sheeva formando a dupla de personagens principal o longa-metragem ganharia mais força bruta, algumas cenas de pancadaria e, possivelmente, mais audiência com os telespectadores espalhados pelo reino de Outworld.

No mínimo, a tripulação do navio teria mais braços para ajudar os passageiros a subir nos barcos salva-vidas. Além disso, seria interessante ver o grandalhão e brucutu do Mortal Kombat se derretendo e declarando-se apaixonado pela temperamental líder da raça Shokan.

Escapando de balas ao modo indiano

Neo, o protagonista da trilogia “Matrix”, ficou marcado na lembrança de todos pela sua capacidade de desviar de balas disparadas por pistolas usando uma habilidade que reduz a velocidade de transição do tempo – algo que inclusive é bem comum nos games, estando presente em diversas franquias, como Max Payne e Red Dead Redemption.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo/BJ)

Com tal recurso é fácil escapar dos projéteis — gostaríamos de ver Keanu Reeves fazer isso apenas se contorcendo! Por isso, nosso escolhido para substituí-lo foi Dhalsim, o indiano especialista em yoga da franquia Street Fighter que consegue soltar fogo pela boca e que parece ter o corpo feito de borracha.

Com o simples movimento de dash para frente, ele seria capaz de descer até o chão todo retorcido e se movimentar sem ser alvejado. Temos que confessar: a cena também se encaixaria perfeitamente como clipe da música “Dança da Cordinha”, do incomparável grupo de axé É o Tchan.

Ilustrações: Aline Sentone

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