(Fonte da imagem: Reprodução/BBC)

Os riscos de vazamentos nucleares em Chernobyl ainda preocupam os especialistas mesmo depois de 27 anos do desastre na pequena cidade ucraniana. Para evitar mais problemas com a radiação no local, engenheiros do mundo todo estão construindo desde 1992 um gigantesco arco de aço de 29 mil toneladas que cobrirá o reator 4 da usina, palco do maior acidente radioativo da história.

O projeto, planejado para término em 2015, tem 110 metros de altura e 257 metros de largura – medidas suficientes para cobrir a Estátua da Liberdade dentro de um estádio de futebol. No entanto, pela grande quantidade de radiação presente na região da usina, os trabalhadores não podem edificar a estrutura diretamente sobre o reator 4. Para contornar este problema, o plano adotado pelos engenheiros é o de construir a imensa estrutura em uma distância segura para depois transportá-la por meio de trilhos até o local do acidente.

As dificuldades da equipe

Nem tudo será tão fácil na hora de mover a metálica construção. A chaminé do atual sarcófago deve ser cortada para que a estrutura seja encaixada sobre o reator, em um processo complicado e delicado. A separação é feita por um cortador de plasma, e cada pedaço precisa ser segurado por um guindaste para que as 55 toneladas de cada chaminé não caiam sobre a usina.

(Fonte da imagem: Reprodução/BBC)

Cada operador neste calculado processo não pode ficar mais que algumas horas no local para que a radiação não prejudique a sua saúde. Além disso, um erro de cálculo nesta operação pode romper o sarcófago que protege a usina e liberar poeiras de radiação na atmosfera – tornando este um trabalho de pura precisão dos operadores.

O sarcófago atual, composto de concreto e chumbo, não é mais visto como seguro pelos especialistas, que aceleram o projeto para evitar que a estrutura atual tenha um colapso e libere mais radiação para a atmosfera.

O gigantesco arco é estimado para segurar a radiação por cerca de 100 anos. Passado esse tempo, os cientistas esperam ter tecnologia suficiente para extrair o combustível do reator e depositá-lo em um lugar seguro – tornando, quem sabe, a região mais segura em relação aos perigos da radiação.

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