Empresas não diretamente relacionadas ao mundo dos jogos eletrônicos também marcaram forte presença na Electronic Entertainment Expo 2013. AMD, Turtle Beach e outras chamaram a atenção de centenas de pessoas com estandes grandiosos e muito atraentes, cada qual enfatizando sua “especialidade” e fortalecendo a união entre tecnologia e video games.

A NVIDIA foi uma das companhias que fizeram jus à fama. O estande estava repleto de atrações: diversos NVIDIA Shield para testes, alguns Ouya (o pequeno console que acabou de ser lançado e já está chamando a atenção dos desenvolvedores independentes) e até mesmo entrega de camisetas com estampas que, quando colocadas em frente a câmeras, mostravam vídeos com animações e quem tivesse sorte poderia ganhar um próprio Shield.

(Fonte da imagem: Baixaki Jogos)

O Baixaki Jogos infelizmente não ganhou um Shield, mas continue acompanhando nos nossos vídeos, pois teremos o sorteio de uma camiseta da NVIDIA em breve! Provavelmente faremos o sorteio em um gameplay ao vivo, portanto fique ligado.

Não só isso: o BJ teve a ótima oportunidade de participar do E3 Editor’s Day, um Media Briefing — uma conferência fechada para a mídia — que ocorreu no mesmo horário do evento da Sony para a América Latina no hotel JW Marriott. Apesar de não mostrar grandes novidades para a mídia, a empresa fez uma apresentação satisfatória.

Na ocasião, a companhia obviamente não perdeu a oportunidade de comentar sobre os últimos avanços da empresa e de mostrar como o mercado de PCs está mais forte do que nunca. Além disso, foram convidados alguns desenvolvedores para ilustrarem as tecnologias gráficas com belas demonstrações de games.

(Fonte da imagem: Baixaki Jogos)

Sem mais delongas, confira as impressões do BJ sobre a presença da NVIDIA na maior feira de video games do mundo.

Botando a mão na massa

Vamos começar com o que pode ter intrigado boa parte dos nossos leitores: os testes com os NVIDIA Shield, um “console portátil” e moderno que possui outras funções domésticas além da execução de games. Tanto eu, Ricardo Fadel, quanto nosso apresentador dos gameplays ao vivo, Gabriel Soto Bello, conseguimos brincar com o dispositivo por alguns momentos.

Se você já está ligado no BJ e Tecmundo, provavelmente já deve ter visto as impressões do nosso colega Wikerson Landim sobre o aparelho durante a Computex 2013. Se você ainda desconhece o Shield, confira as especificações a seguir:

  • Sistema operacional: Android 4.2
  • Tela: 5 polegadas; multi-touch
  • Resolução: 720p (HD)
  • Processador: NVIDIA Tegra 4 quad-core
  • RAM: 2 GB
  • Armazenamento: 16 GB
  • Saída de vídeo: mini HDMI
  • Conectividade: WiFi 802.11n, GPS e Bluetooth
  • Peso: 579 gramas
  • Preço: US$ 299 (aproximadamente R$ 665 nos Estados Unidos sem impostos)
  • Data de lançamento: 27 de junho de 2013

O NVIDIA Shield pode ser considerado um dispositivo “de luxo” para quem deseja ter mais comodidade em casa, principalmente na hora de jogar video game. O aparelho conta com um controle completo embutido (gatilhos, bumpers, pinos analógicos e todos os botões principais) e com uma tela touch para fácil interação com aplicativos, jogos e o sistema Android em geral.

Na E3 2013, é claro que o foco foi a experiência com games, tanto por parte da NVIDIA quanto pela abordagem — obviamente — dos desenvolvedores de jogos presentes no estande da renomada fabricante de placas de vídeo. Dessa forma, havia a chance de tirar dúvidas sobre os games do Shield com os próprios produtores.

Era possível experimentar tanto com vários jogos no Android quanto os games via streaming em PCs potentes, montados numa bancada à parte. Jogos famosos estavam à disposição do público, como Borderlands 2, The Elder Scrolls V: Skyrim e Metro: Last Light.

(Fonte da imagem: Baixaki Jogos)

Nossa opinião

Ao pegar o Shield pela primeira vez, demorei um pouco para me acostumar com o espaçamento dos botões e com a sensibilidade de cada um deles (incluindo os gatilhos). Além disso, eu particularmente desaprovo a escolha de manter os dois gatilhos lado a lado, pois ergonomicamente acredito que o gatilho da esquerda poderia estar no lugar do D-pad — botões digitais — e vice-versa. Reforçando: isso é uma preferência pessoal.

Tive um pouco de dificuldade, ainda, em me adaptar com os bumpers (RB e LB). O D-pad é um painel único, flutuante (e não botões separados), o que é bem ruim para jogos de luta, por exemplo. Como um conjunto, achei os comandos razoáveis, mas creio que a NVIDIA poderia ter feito melhor e caprichado mais na ergonomia e na “pegada geral” do controle.

Outro aspecto infelizmente negativo é que o aparelho começa a ficar “pesado” depois de certo tempo. O aparelho é relativamente grande e possui mais de meio quilo, e dessa forma acaba exigindo um apoio para os braços depois de vários minutos de testes. Foi curioso constatar que a grande maioria das pessoas que estava testando o Shield na E3 estava com os braços apoiados nas bancadas (cotovelos ou antebraços).

(Fonte da imagem: Baixaki Jogos)

Mas vamos ao que interessa: jogos. Passei breves — e bons — momentos com vários games disponíveis para Android. Conduit HD e Dead Trigger 2 são exemplos de títulos que rodaram sem problemas e com bastante qualidade no dispositivo. A tela exibiu um alto nível de nitidez nas imagens e as cores, em geral, estavam bem agradáveis. O problema mais grave foi o fato de que o Shield travou quando eu acessei o menu NVIDIA e tentei regressar ao game... E isso aconteceu mais de uma vez.

Também consegui conferir, mesmo que por pouco tempo, a funcionalidade de streaming de jogos de um computador para o portátil. Comparando diretamente as cenas exibidas no monitor do PC com o game rodando no Shield, reparei o seguinte: os comandos funcionam bem e o desempenho é razoável, mas a fluidez das animações não é a mesma. O vídeo e o som do portátil frequentemente apresentavam pequenas “travadas”.

O Shield é um aparelho interessante para quem quer praticidade e conforto na hora de jogar diferentes games em casa. O preço justifica o hardware potente e robusto em mãos, mas pode não valer a pena para quem tem tempo de jogar em casa e já possui plataformas de última geração (PC, consoles de mesa ou portáteis). Mesmo o sistema de streaming só é recomendado para quem quer alternativas na jogatina dos computadores ou precisa compartilhar o PC a todo o momento.

Curiosidade: é possível trocar uma parte da superfície externa para personalizar o aparelho. Veja:

(Fonte da imagem: Baixaki Jogos)

Mais NVIDIA na E3

A apresentação da NVIDIA durante o Media Briefing, ao contrário do que aconteceu na feira, não focou o Shield, nem o potencial do aparelho. Tony Tamasi — vice-presidente sênior de conteúdo e tecnologia da empresa — subiu ao palco para comentar rapidamente sobre as iniciativas da companhia e as tecnologias relacionadas a gráficos e games.

Após alguns problemas cômicos com os slides e o som no início da conferência (o próprio Tamasi ria e fazia piada, inclusive), o executivo seguiu adiante com comentários breves sobre o seguinte:

  • No futuro, todos os usuários de placas NVIDIA poderão gravar gameplays e momentos memoráveis de jogos nos PCs sem a necessidade de se preocuparem com softwares de gravação (como o FRAPS);
  • O Shield pretende ingressar fundo no mercado mobile de jogos;
  • Com o Grid, a NVIDIA também vai explorar a capacidade da nuvem; e
  • Diferentes e novas tecnologias da empresa que estão fazendo a diferença na programação de video games.

(Fonte da imagem: Baixaki Jogos)

O SVP (Senior Vice-President) fez questão, ainda, de ressaltar o fato de que os computadores continuam dominando o mercado de jogos. A NVIDIA continuará se dedicando aos usuários de PC e, mesmo assim, Tamasi falou que está contente com a chegada dos consoles de última geração. Foram apresentados, ainda, slides com as estatísticas da NVIDIA em relação à sua maior concorrente, a AMD. Veja a seguir:

(Fonte da imagem: Baixaki Jogos)

(Fonte da imagem: Baixaki Jogos)

Depois dessa introdução, chegou a vez da indústria dos games entrar em ação. Foram convidados vários produtores para comentar sobre os jogos e enfatizar a parceria com a NVIDIA. São eles:

  • Randy Pitchford, presidente da Gearbox Software, afirmando que “nós somos beneficiados pelos competidores” – destaque para a bela apresentação do novo DLC de Borderlands 2, Tiny Tina’s Assault on Dragon Keep
  • Carsten Myhill, gerente de conteúdo da Ubisoft – exibição do trailer Horizon de Assassin’s Creed IV: Black Flag e menções da parceria com a NVIDIA nas tecnologias gráficas do game
  • Andy Wilson, produtor da Ubisoft Toronto – novamente mostrando tecnologias da NVIDIA — como Parallax Mapping — em um jogo, desta vez em Splinter Cell: Blacklist
  • Limin Lu, diretor técnico da Snail Games – comentando sobre os games Age of Wushu e Blackgold
  • Steve Sinclair, diretor criativo da Digital Extremes – foi o ponto mais bem-humorado da conferência na apresentação do game gratuito Warframe, jogo no qual “Mass Effect encontra Ninja Gaiden”
  • Tramell Isaac, diretor de arte da Sony Online Entertainment – apresentação de PlanetSide 2, FPS online que deverá chegar ao PS4 ainda em 2013 e usa as tecnologias NVIDIA PhysX e Apex
  • Khang Le, fundador da Adhesive Games – exibição do game Hawken: demonstração técnica num mapa que não consta na Open Beta
  • Alan Willard, artista técnico da Epic Games – mostrou a famosa demonstração Infiltrator em tempo real com a Unreal Engine 4; Willard ainda elogiou bastante a parceria com a NVIDIA e comentou que usa produtos da companhia na sua estação pessoal de trabalho “há mais de dez anos, pelo menos”

(Fonte da imagem: Baixaki Jogos)

Depois disso, Tamasi retornou ao palco para fazer o fechamento do evento. Durante os relatos finais, o executivo disse que as máquinas do evento estavam rodando as demonstrações com uma GeForce Titan, ratificando o alto poder de processamento dessa placa de vídeo.

E aí, você gostou das novidades da NVIDIA na E3 2013? Não deixe de conferir a galeria abaixo com as fotos do estande na feira e do E3 Editor`s Day.

Via BJ

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