A OnePlus apresentou recentemente ao mundo o seu mais recente aparelho, o OnePlus 6, um dispositivo de ponta que se coloca entre os principais lançamentos do ano no universo mobile, mesmo sem ser comercializado globalmente. A pergunta que fica, então, é se a fabricante planeja lançar uma versão intermediária do dispositivo.

Para não deixar qualquer dúvida, o presidente e cofundador da companhia Pete Lau garantiu que isso não deve acontecer pelo menos até 2021. Em entrevista ao site Gadgets 360, ele falou que o foco da companhia permanecerá sendo os hardwares mais potentes.

“Ao menos nos próximos três anos, o foco continuará nos flagships, o melhor possível, aquilo que é esperado da OnePlus”, revelou quando questionado se a empresa poderia adotar a mesma estratégia da Apple e vender aparelhos antigos por preços mais em conta. “O retorno é mais ‘nós queremos o dispositivo mais recente’ e não há muita gente dizendo ‘nós teríamos interesse ou demanda por comprar um aparelho antigo’”.

OnePlus 6OnePlus 6 é o mais recente aparelho da fabricante chinesa.

A sua fala deixa claro que, além de não vender modelos mais velhos, a empresa não planeja trazer dispositivos para o mercado intermediário ou de entrada. Lau comentou, também, que reduzir o preço de um modelo antigo poderia não ser o suficiente para tirá-lo das prateleiras, visto que o valor cobrado seria relativamente próximo daquele pedido para o dispositivo mais recente.

“Seria uma situação bem estranha você lançar um novo dispositivo que custaria um valor próximo ao do antigo, mas ambos estão aproximadamente na mesma faixa de preço”, comentou. “Então, provavelmente ninguém optaria pelo dispositivo mais antigo.”

Outra estratégia

Finalizando a questão do preço, Lau comentou sobre os diferentes modelos de negócios utilizados pela OnePlus, que basicamente vende tudo online, e por outras companhias tradicionais do setor mobile, com vendas em pontos físicos e até lojas próprias.

“Como uma empresa de comércio eletrônico, as margens [de lucro da OnePlus] são pequenas nos produtos. Então, não podemos tomar o caminho das companhias tradicionais, que podem adotar a estratégia de derrubar o preço do produto de forma significativa a cada ciclo de vida de um aparelho”, ressaltou.