Um relatório publicado pela Anatel revela que 2017 pode se encerra com mais de 1,5 milhão de novos celulares bloqueados no país. O montante se refere a aparelhos perdidos, furtados ou roubados ao longo dos últimos 12 meses, até novembro deste ano, e que foram desabilitados remotamente pelo sistema do Cadastro Nacional de Estações Móveis Impedidas (Cemi).

Esse bloqueio de 1.586.458 equipamentos representa uma alta de 21,05% em relação ao mesmo período de 2016. Esse aumento pode indicar tanto mais dispositivos estão sendo perdidos ou sendo levados por criminosos ou, quem sabe, que as pessoas estão recorrendo cada vez mais ao recurso oferecido pela Anatel – e operado pela ABRTelecom – para inutilizar o produto.

SP, RJ e ES lideraram a lista

Os usuários, aliás, foram os grandes responsáveis por alimentar o banco de dados da plataforma, solicitando pouco mais de 1,4 milhões de bloqueios neste ano, diante de menos de 150 mil pedidos feitos pelos órgãos de segurança. Nesse segundo caso, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo lideraram a lista, com 90.277, 23.289 e 9.999 aparelhos bloqueados, respectivamente.

Independentemente da origem das solicitações, o fato de a Anatel ter permitido que o bloqueio possa ser feito apenas com o número da linha – não apenas pelo IMEI – e através dos boletins de ocorrência registrados pelas delegacias do país parece ter contribuído muito para esse novo cenário do setor. Vale notar que o processo capitaneado pelo Cemi só impede que o smartphone faça ou receba ligações e troque SMS. Outras operações e até a conexão via WiFi continuam liberadas no gadget.

Cenário global

Fora do Brasil, também houve um crescimento no uso do sistema operado internacionalmente pela GSM Association, mas de forma menos acentuada que por aqui. Os bloqueios feitos no exterior nos últimos 12 meses chegaram a 4.584.138 celulares, um aumento de 13,04% quando comparado com a marca de 2016.

E você, já teve que pedir pelo bloqueio do seu aparelho? Como foi a sua experiência? Conte para a gente mais abaixo, na seção de comentários.

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