PS5
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E se você tivesse a capacidade de voltar no tempo e recomeçar o dia tomando decisões diferentes, já sabendo quais seriam as consequências de cada uma de suas ações? Isso pode parecer uma bênção, mas em alguns casos é também um pesadelo, especialmente se esse dia não se desenvolve de uma forma muito positiva.

Esse é o contexto de DEATHLOOP, jogo de ação em primeira pessoa desenvolvido pela Arkane Studios (de Prey e da franquia Dishonored) e publicado pela Bethesda.

No game, você é Colt, um homem que acorda com amnésia na praia de Blackreef. O local tem um clima retrofuturista, é povoado por figuras bem peculiares e tem cenários variados, incluindo uma base militar, uma casa noturna e uma área turística.

Rapidamente, você se depara com o fato de todos os habitantes da ilha quererem matá-lo a qualquer custo. E a situação fica ainda mais confusa: cada vez que Colt morre, o ciclo das últimas horas se repete e ele volta a acordar na praia, com as informações que aprendeu durante os últimos instantes. Para fazer o loop temporal ser encerrado, você deve assassinar alvos específicos até a meia-noite.

Sua caçada é contra oito figuras que controlam diferentes partes da ilha. Eles são chamados de Visionários, pessoas que têm objetivos próprios naquele universo, rotinas diferenciadas e são muito bem protegidas. Por exemplo, Aleksis Dorsey é um rico empresário obcecado por lobos, enquanto Egor Serling é o típico cientista excêntrico em busca de reconhecimento.

Se essa situação já não parece fácil, prepare-se para encarar outra peça. Uma das Visionárias é Julianna Blake, uma assassina tão habilidosa e letal quanto Colt e que tem como único objetivo eliminá-lo e provocar outra mudança de ciclo. Ao que tudo indica, ela e Colt já se conhecem, e a mercenária também não é afetada pela amnésia de cada novo ciclo.

Para se proteger e cumprir seu objetivo, você tem em mãos um arsenal bastante diversificado, incluindo pistolas, escopetas e rifles com mira telescópica. Além disso, pode fazer uso dos chamados Slabs, que são artefatos raros encontrados na ilha.

Os Slabs desbloqueiam habilidades especiais variadas para ataque e defesa, servindo para ampliar o leque de opções ao longo do ciclo. Eles incluem absorção parcial de danos, telecinese para jogar objetos ou inimigos em várias direções, invisibilidade temporária, teletransporte e até Reprise, um breve retorno no tempo por duas vezes (sem resetar o loop) caso você seja morto.

Ao mesmo tempo, é possível coletar os chamados Trinkets, que são itens que melhoram armas, poderes e habilidades. Eles aumentam atributos do personagem, adicionam técnicas de movimentação ou melhoram a capacidade de manejo das armas de fogo. Todos esses elementos são essenciais para progredir em Blackreef.

Jules New

Jogabilidade

DEATHLOOP é um jogo de ação com câmera em primeira pessoa e single player por padrão, com um ritmo intenso e uma jogabilidade cheia de elementos combinados da forma que você achar melhor.

A missão básica é sempre a mesma em cada loop: matar os oito alvos para acabar com o ciclo temporal. Entretanto, o dia recomeça se Colt for morto — o que vai acontecer muitas vezes — ou não conseguir cumprir a missão dentro do tempo proposto, exigindo uma nova tentativa de atingir o objetivo.

O período de cada loop é dividido em quatro partes: manhã, meio-dia, tarde e noite. Você pode ficar em um período o quanto achar necessário, mas só pode visitar um dos quatro distritos da ilha por parte do dia, sendo que algumas das áreas são acessíveis apenas em horários específicos. Por isso, observar as mudanças e o que gera as liberações é essencial.

E lembre-se: você é um alvo procurado por absolutamente todos os habitantes do local, ou seja, não espere qualquer tipo de recepção pacífica de qualquer personagem armado. O fator surpresa, a exploração de cenário por meio de movimentos furtivos e muita criatividade são peças-chave para progredir pouco a pouco.

Por isso, Colt tem à disposição uma série de armas de fogo, além de ataques de curta distância (como chutes, imobilizações e golpes com armas brancas) para chamar menos a atenção dos oponentes. Encontrar a melhor combinação de arsenal ou saber qual item deve ser utilizado em cada ocasião é importante para progredir no ciclo.

Também com poderes especiais, cada alvo é um personagem peculiar, controlando um território que reflete a personalidade tanto no cenário quanto no vestuário dos capangas. E eliminar esses inimigos é sempre recompensador: os Visionários derrubam recompensas valiosas, que podem variar entre equipamentos, melhorias de habilidades ou poderes inéditos.

Gostou de uma arma, um Trinket ou um Slab e não quer perder todo o progresso ao ser morto ou fracassar na missão, fazendo o loop reiniciar? Há uma maneira de preservar parcialmente os ganhos com um elemento chamado Residuum, que é coletado durante o loop. Ele é uma espécie de moeda de troca do jogo: você gasta determinado valor para manter habilidades, armas e equipamentos permanentemente, evitando a reinicialização quando acaba um loop. Porém, o Residuum é limitado e deve ser utilizado com moderação.

Além de agilidade, boa mira e equipamentos de qualidade, criar uma boa estratégia é fundamental em DEATHLOOP. Um plano é essencial para ter o melhor ciclo possível, avançando aos poucos, fazendo novas descobertas da história e coletando equipamentos importantes.

Ao repetir mais e mais vezes a missão, você vai descobrindo detalhes e segredos de Blackreef que ajudam a desenrolar a trama. Isso acontece nos encontros com Visionários, nos diálogos com Julianna e na observação da região, com as misteriosas mensagens que ficam espalhadas pela ilha com fragmentos de dicas ou detalhes da narrativa.

Isso demonstra que não existe uma fórmula mágica ou um jeito melhor do que outro de ser bem-sucedido em uma missão. Por isso, adapte seu estilo favorito de jogar ao cenário e siga tentando, seja uma vez mais discreto, na outra foque armas etc.

Tenha em mente que nem todo loop precisa ser utilizado para cumprir o objetivo completo: em alguns casos, você pode estudar melhor um cenário ou Visionário ou obter uma arma que pode ser preservada usando Residuum. Só depois de conhecer Blackreef a fundo e estar bem equipado é que você terá condições de tentar encerrar o ciclo em definitivo.

Apesar de cada loop ser o mesmo dia que se repete inúmeras vezes, é possível desencadear eventos diferentes de acordo com as ações do protagonista. Desse modo, usando estratégia e cumprindo pequenos objetivos específicos que não necessariamente envolvem atirar em tudo o que se move, é possível fazer que mais de um alvo se encontre no mapa — a oportunidade perfeita para resolver dois problemas de uma só vez.

Por fim, apesar de o núcleo do jogo envolver uma missão solitária, há uma modalidade multiplayer bem criativa. Você pode controlar Julianna em parte da missão de outros jogadores a partir de um modo online e virar a assassina de Colt nos loops alheios — algo que pode recompensá-lo com pontos e itens para uso na campanha. Ao mesmo tempo, se preferir, é possível habilitar que a Julianna de sua campanha seja controlada por inteligência artificial ou por outras pessoas. Isso adiciona uma nova dinâmica à campanha, já que escapar da rival pode ficar ainda mais desafiador.

Recursos com o PS5

Jogar DEATHLOOP no PlayStation 5 permite que você desfrute na prática algumas das principais características e qualidades do console de nova geração da Sony.

O estilo artístico do título e os cenários de Blackreef são enaltecidos pela capacidade de rodar o game a 60 frames por segundo e na resolução 4K com padrão HDR. O console permite sombras com a tecnologia ray tracing e oclusão de ambiente, o que deixa a iluminação ainda mais realista com base em elementos que reduzem ou bloqueiam a luz em determinados locais. Vale lembrar que a reprodução do conteúdo nessas características depende do modelo do monitor ou do televisor.

O SSD de alta velocidade do PS5 faz que o carregamento e a transição de cenas sejam totalmente dinâmicos. A distância entre os loops é fluída, e você pode encarar telas cheias de inimigos e elementos sem preocupações como queda de desempenho gráfico ou no processamento.

É possível se sentir ainda mais na pele de Colt com o controle sem fio DualSense: os gatilhos adaptáveis oferecem reações diferentes de acordo com a arma utilizada, aumentando a imersão. Graças ao mecanismo de resposta tátil, cada ação do protagonista também gera um tipo diferente de sensação, para que você faça ainda mais parte do universo do game.

Inspirações

DEATHLOOP é um conjunto de referências e homenagens visuais, abraçando cores, roupas e estilos das mais variadas fontes. Quem é fã de cinema e televisão vai reconhecer diversos elementos de produções feitas ou que se ambientam na década de 1960, além dos toques pontuais de investigação, espionagem e ficção científica.

inspirações

Espionagem, ficção científica e o clima dos anos 1960

Em entrevista ao site NME, o diretor do game, Dinga Bakaba, e o diretor de arte, Sebastien Mitton, citaram diretamente algumas das inspirações mais claras. Se você já conhece as obras a seguir, vai ficar ainda mais empolgado para jogar. Caso não tenha visto alguma delas, agora terá em mãos ótimas dicas de filmes e séries com muitas semelhanças com o game.

Vários dos elementos de DEATHLOOP vieram de Os Vingadores, série de origem britânica que foi exibida entre 1961 e 1968 e nada tem a ver com o supergrupo da Marvel. A trama envolve uma organização de espiões que combate vilões variados com pitadas de ficção científica. Além disso, a relação entre Colt e Julianna, que é ao mesmo tempo tensa e repleta de brincadeiras nos diálogos, é uma homenagem à dupla de protagonistas interpretada por Patrick MacNee e Diana Rigg (a Olenna Tyrell de Game of Thrones).

Há, ainda, uma forte inspiração na franquia James Bond, criada na literatura por Ian Fleming e, de 1962 até hoje, com adaptações para o cinema. Os Visionários poderiam facilmente ser vilões do agente secreto 007, que também precisa resolver mistérios em cenários variados e com uma mistura de técnica e discrição.

Os toques de ficção científica, como Slabs e Trinkets, lembram os apetrechos apresentados a Bond pelo cientista Q. Até um dos trailers de DEATHLOOP, com a música “Déjà Vu”, homenageia de forma direta o estilo visual das icônicas aberturas dos filmes.

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O ciclo temporal

A principal característica de DEATHLOOP é mesmo o ciclo temporal, com uma estrutura fixa de acontecimentos que se repetem e ações que podem ser alteradas por quem percebeu o fenômeno e não é reiniciado ao fim de um dia.

Esse tipo de abordagem não é tão frequente em jogos, mas já foi muito explorado no cinema e na televisão. Filmes e episódios de séries, em especial as de ficção científica, como Star Trek, já brincaram com a possibilidade de um personagem estar preso em um único dia, sempre em busca da solução para fazer o curso do tempo voltar ao normal.

Um dos exemplos mais famosos no cinema é Feitiço do Tempo, de 1993, protagonizado por Bill Murray. No filme, ele vive um repórter de mau humor preso em um loop temporal durante um festival regional, o Dia da Marmota. Apesar de várias situações engraçadas, ele mostra bem a angústia de alguém preso no mesmo dia e as múltiplas tentativas de resolver o ciclo.

Já produções como No Limite do Amanhã (2014), Contra o Tempo (2011) e Boss Level — O Último Nível (2021) exploram esse cenário com uma pitada de ação, sendo um ótimo aquecimento para encarar a missão em DEATHLOOP.

Sucessos recentes como a comédia romântica Palm Springs (2020) e o terror A Morte Te Dá Parabéns (2017) mostram como o ciclo temporal pode ser abordado na trama de filmes dos mais diversos gêneros. Ser perseguido por um serial killer enquanto está preso em um loop temporal é uma sensação parecida com a de enfrentar a letal Julianna a cada novo ciclo.

Tente, morra e recomece!

Com todas essas informações, você já está preparado para encarar os ciclos e tiroteios sem fim de DEATHLOOP.

O jogo de tiro em primeira pessoa tem um ritmo frenético e é ideal para quem preza por um game com estilo próprio, mas sem deixar a boa jogabilidade de lado, e deve conquistar quem busca muita ação misturada com raciocínio rápido e estratégias montadas quase em tempo real.

A trama agrada pela combinação de espionagem e investigação com ficção científica, além de trazer o elemento do ciclo temporal com um pano de fundo inédito e muitas possibilidades de acontecimentos em um mesmo período.

Quem deseja explorar a capacidade gráfica e de memória do PlayStation 5 também estará em boas mãos. O game aproveita a memória de alta velocidade e o controle com resposta tátil e gatilhos personalizados para garantir uma experiência ainda mais imersiva.

O lançamento de DEATHLOOP acontece em 14 de setembro.

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