Cinderela: filme com Camila Cabello foge de estereótipos (crítica)

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Imagem: Amazon Prime Video/Reprodução
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Nesta sexta-feira (03), o Amazon Prime Video lançou o longa Cinderela, que apresenta aos espectadores uma refilmagem cheia de encanto e magia para a clássica história de uma princesa destinada a servir sua madrasta malvada. Dessa vez, a personagem é vivida pela atriz e cantora Camila Cabello.

Além desse detalhe, o elenco também é composto de diversas personalidades que tentam fugir dos estereótipos convencionais da narrativa original para oferecer algo completamente único para o público.

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(Amazon Prime Video/Reprodução)(Fonte: Amazon Prime Video/Reprodução)Fonte:  Amazon Prime Video 

Cinderela: filme do Amazon Prime Video é bom?

É preciso ter em mente que as versões de histórias clássicas sempre vão existir, ainda mais quando elas são bastante populares e se encontram em domínio público. O conto original de Cinderela, por exemplo, foi desenvolvido pelo escritor francês Charles Perrault. Com o advento do cinema e a artimanha de Walt Disney, a princesa se tornou incrivelmente popular nos anos 1950.

Ao assistir o longa de 2021, é perceptível que os realizadores se esforçaram ao máximo, em todos os sentidos, para entregar algo interessante para sua audiência. Dessa maneira, há três pontos que merecem destaque na produção: a trilha sonora, o design de produção e a performance de alguns membros do elenco central.

Logo no início, a direção de Kay Cannon mostra qual será o fio condutor principal do filme: os números musicais. A narrativa avança por meio desses instantes lúdicos, algo que justifica ainda mais a escolha de Cabello para viver a personagem título. É nítido que a artista quer se envolver neste trabalho e também se esforça ao máximo para desempenhar uma atuação à altura. Apesar disso, em termos de performance, ela é quem menos se destaca.

(Amazon Prime Video/Reprodução)(Fonte: Amazon Prime Video/Reprodução)Fonte:  Amazon Prime Video 

Nesse sentido, Idina Menzel, que interpreta uma verdadeira megera, e Billy Porter, com seu Fab G, é quem roubam a cena em todos os momentos em que surgem. Apesar de terem o texto afiado na ponta da língua e alguns trejeitos interessantes que se entrelaçam às suas expressões únicas, algo que ajuda muito em suas respectivas construções de personagem é o design de produção.

O trabalho de Paul Kirby como diretor de arte evidencia um cuidado enorme na criação de todos os elementos postos na tela. A mescla das cores é algo notável, bem como os detalhes impressionantes dos cenários que, apesar de simples, ajudam a dar um tom robusto à trama.

Aliado a isso, estão os figurinos elaborados por Ellen Mirojnick, que conseguem focalizar a importância de uma Cinderela tímida em um primeiro momento e, depois, muito elegante no ponto mais alto da narrativa. Há também instantes de completo exagero, como é o caso dos personagens de Menzel e Porter. Contudo, é preciso reconhecer que isso sempre ajuda na composição de suas figuras na produção.

Apesar desses pontos promissores, o longa poderia ter facilmente alguns minutos a menos sem ser prejudicado em nenhum aspecto de sua totalidade. O roteiro acaba sendo excessivo e, obviamente, previsível em diversos fatores. Trata-se de uma história que todos já conheceram previamente, sendo assim, qualquer questão nova a ser abordada precisará ser muito contundente para não deixar nenhuma falha.

Mesmo que o plano inicial escrito por Kay Cannon tenha sido o de trabalhar novamente com o que já existe, parece que nada justifica o desenvolvimento de uma produção deste calibre. Pensando nisso, fica a sensação de que o mais do mesmo não consegue se sobressair de forma alguma, ainda que uma boa parte dos números musicais realmente cumpram com suas promessas de envolver os espectadores.

(Amazon Prime Video/Reprodução)(Fonte: Amazon Prime Video/Reprodução)Fonte:  Amazon Prime Video 

Muitas dessas sequências são verdadeiramente divertidas, mas em um conjunto completo, parece que está faltando algo. Até quando os créditos sobem, esse sentimento segue latente em quem passou quase duas horas acompanhando Camila Cabello cantando e dançando compulsivamente.

O romance central consegue soar interessante, mas não possui nenhum aspecto motivador mais forte. Além disso, os efeitos visuais carecem de um desenvolvimento mais aprofundado. Por consequência, o filme do Amazon Prime Video surge como uma pequena e simples fonte de entretenimento, que vai passar e se dissolver em um piscar de olhos.

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Cinderela na Amazon

Imagem: Especial Cinderela na Amazon
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Especial Cinderela na Amazon

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