À Espreita do Mal: filme da Netflix é repleto de reviravoltas (crítica)

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ATENÇÃO: SPOILERS À FRENTE!

“Reviravoltas” é a palavra que define o filme À Espreita do Mal, filme de terror recém-chegado ao catálogo da Netflix e que estreou no top 10 de títulos mais assistidos da plataforma de streaming, onde ficou durante algumas semanas. O filme da Netflix foi adicionado em abril e chamou a atenção dos espectadores devido ao seu roteiro com diversos plots que se conectam entre si.

O longa acompanha a família Harper, composta pela mãe, Jackie (Helen Hunt), o pai, Greg (Jon Tenney) e seu filho adolescente, Connor (Judah Lewis). Greg é um detetive responsável pela investigação de uma série de desaparecimentos de jovens de 12 anos em sua cidade. Porém, como é comum nos filmes de terror e grandes thrillers de suspense, nem tudo é o que parece ser.

Com pouco mais de 1h30min de duração, o roteiro chama a atenção por todas as suas reviravoltas, mas pode ser confuso e deixar de prender a atenção dos espectadores em muitos momentos. Quer saber se vale a pena assistir? Confira a crítica completa a seguir!

(Fonte: Netflix/Divulgação)(Fonte: Netflix/Divulgação)Fonte:  Netflix 

À Espreita do Mal: filme da Netflix traz boa ideia, mas execução confusa

A família Harper tem muitos problemas. Eles não conseguem se entender e estão constantemente brigando, mas um evento traumático faz com que Greg e Jackie precisem se unir. Todd, amante de Jackie, é assassinado dentro da casa dela e a mulher e seu marido decidem esconder o corpo na floresta. Quando eles retornam à casa, seu filho, Connor, está amarrado na banheira.

É justamente neste ponto que as coisas começam a ficar estranhas. Além de terem que lidar com as brigas e desentendimentos, a família Harper começa a notar que a televisão liga sozinha, algumas fotos desaparecem de suas molduras e talheres começam a sumir sem nenhuma explicação. Ao que tudo indica, uma presença maléfica na casa está tentando desestabilizar os Harper.

Para explicar essa presença, o filme de terror tem uma explicação que faria do filme um dos melhores do gênero caso tivesse sido explorada mais a fundo. No estilo de Parasita, gravações de uma máquina fotográfica portátil revelam que não existe nada sobrenatural na casa, e, sim, que dois adolescentes estão vivendo na residência sem que os donos da casa saibam.

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(Fonte: Netflix/Divulgação)(Fonte: Netflix/Divulgação)Fonte:  Netflix 

Enquanto a garota já está acostumada a viver em silêncio na casa de outras pessoas, o garoto, Alec, se entedia com facilidade e começa a provocar essas brincadeirinhas para assustar a família. Mas, isso também não é por acaso. Afinal, o passado de Alec o conecta diretamente a Greg, sendo mais uma das reviravoltas que fazem parte de À Espreita do Mal.

A verdade é que a ideia do filme é muito boa e poderia, de fato, ser um dos melhores filmes de terror da plataforma. Porém, existe um limite no qual as histórias paralelas e as reviravoltas deixam de fazer sentido para se tornar um roteiro difícil. No final, o espectador pode ter duas reações: ou ele vai se sentir completamente surpreendido, ou vai deixar de ver o filme com uma sensação de previsibilidade e que tudo o que aconteceu poderia ter sido deduzido nos primeiros 40 minutos do longa.

Em suma, este é um filme de terror que talvez se enquadre mais na categoria de suspense da Netflix. Vale a pena assistir? Vale muito! Porém, tenha em mente que você terá muitas tramas para acompanhar e nem todas elas serão necessariamente satisfatórias.

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À Espreita do Mal: filme da Netflix é repleto de reviravoltas (crítica)