Borat 2: veja como o filme foi gravado em segredo

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Atenção! Este texto contém spoilers de Borat: Fita de Cinema Seguinte.

Depois de 14 anos após o lançamento de Borat, Sacha Baron Cohen voltou ao seu personagem para uma sequência tão polêmica quanto o primeiro filme. Invadindo uma conferência do Partido Republicano, cantando durante um comício contra as medidas de isolamento social e fazendo uma entrevista falsa com o ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, Cohen passou por diversas situações que colocaram sua vida em risco.

Porém, apesar de toda a exposição, o ator conseguiu gravar o filme em segredo, até 2 meses antes do lançamento, quando imagens suas vazaram na internet. Além de usar alguns disfarces, o filme contou com a importante participação de Maria Bakalova, que interpreta Tutar, filha de Borat. Veja abaixo como a dupla conseguiu driblar seguranças e não despertar (tanto) a atenção do público.

Hay House

'Borat: Fita de Cinema Seguinte'Borat: Fita de Cinema Seguinte.Fonte:  IMDb/Reprodução 

Uma das sequências mais inacreditáveis do filme, é quando pai e filha participam de um baile de debutantes na Hay House. A sequência termina com a jovem Tutar revelando que acabou de ter sua primeira menstruação, levantando o vestido mostrando o sangue falso. Embora a produção tenha agendado um horário para gravar a cena, não foi revelado que seria para um filme com Cohen.

“O que foi discutido com a produtora durante a locação inicial não foi o que aconteceu no local”, disse o gerente de operações da Hay House, Cliff Sims, em uma entrevista após o lançamento do trailer. Segundo Sims, os produtores de Borat alegaram que estavam filmando uma história de amadurecimento e contrataram figurantes locais para participar da cena com suas filhas.

Vice-presidente Mike Pence

Após entrar na Conferência da União Conservadora Americana (CPAC), onde Mike Pence fazia um discurso, Cohen se escondeu em um banheiro e ficou esperando durante 5 horas até que chegasse a hora de gravar a cena. Várias pessoas registraram o momento, e a imprensa chegou a comentar o caso, mas em momento algum o nome de Cohen foi mencionado.

“Passei 5 horas sendo maquiado naquela manhã com a equipe de próteses mudando meu rosto para o de Trump”, disse Baron Cohen ao New York Times. “Aí acabei me escondendo no banheiro e ouvindo homens conservadores irem ao banheiro durante cinco horas até que entrei na sala. [No final,] Estávamos cercados pelo Serviço Secreto, polícia e segurança interna”.

A Marcha pelos Nossos Direitos

Um dos momentos de maior perigo para o ator, foi quando ele subiu no palco durante a Marcha pelos Nossos Direitos. Na cena, o ator canta músicas contra o isolamento social e sobre injetar "gripe de Wuhan no ex-presidente Obama" e cortar jornalistas "como os sauditas fazem". Porém, algumas pessoas ficaram ofendidas com a performance de Cohen, e o resultado pode ser visto no vídeo divulgado pelo próprio ator no Twitter.

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