Lindinhas: Netflix afirma que filme é crítica à sexualização precoce

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Em resposta a uma forte reação pública nas redes sociais contra uma suposta hiperssexualização de crianças no filme Lindinhas, a Netflix se manifestou hoje através de um comunicado divulgado na revista Variety. “Lindinhas é um comentário social contra a sexualização de crianças pequenas”, afirmou o porta-voz.

A declaração reforça a posição da diretora francesa Maïmouna Doucouré, que afirma que o filme faz justamente o contrário do qual é acusado nas mídias, ou seja, faz uma denúncia e uma crítica contra a exposição infantil.

Fonte: Netflix/DivulgaçãoFonte: Netflix/DivulgaçãoFonte:  Netflix 

A posição da Netflix

Em sua argumentação, a Netflix declara que Lindinhas “é um filme premiado e uma história poderosa sobre a pressão que as meninas enfrentam nas redes sociais e da sociedade em geral durante sua fase de crescimento - e nós encorajamos qualquer pessoa que se preocupa com essas importantes questões a assistir ao filme".

A polêmica sobre Lindinhas não é nova, e teve início em agosto ainda no seu marketing de lançamento, ao mostrar no novo cartaz do filme as garotinhas em trajes e poses sensuais. Na época, a Netflix se desculpou pela peça publicitária e reconheceu estar “profundamente arrependida pela arte inadequada”.

Mesmo reconhecendo publicamente que o cartaz "não é ok e não representa o filme", a plataforma continuou recebendo críticas, que ficaram mais intensas após sua liberação no streaming na última quarta-feira (9). Naquele dia, a hashtag #cancelnetflix no Twitter ficou em primeiro lugar nos trending topics dos Estados Unidos.

A mensagem da diretora

Fonte: Netflix/DivulgaçãoFonte: Netflix/DivulgaçãoFonte:  Netflix 

O título continua disponível na plataforma. Relato autobiográfico, reconhece Doucouré, a trama mostra a garota Amy "navegando entre dois modelos de feminilidade - um representado pelas crenças tradicionais de sua mãe muçulmana e o outro pela companhia de dança 'Fofinhas'".

Amy acreditava que encontraria sua liberdade através da dança e de sua hiperssexualização". No entanto, questiona Doucouré, "isso é realmente a verdadeira liberdade?" Esse parece ser o grande questionamento do filme que, talvez por uma estratégia de marketing desastrada, não tenha chegado ao público.

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