Oscar: conheça 7 categorias da cerimônia que deixaram de existir

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O Oscar premia anualmente diversos segmentos da indústria cinematográfica, em honra às conquistas e excelências das produções que se destacam. Assim, desde 1929, o evento realizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas gera expectativas no público, em especial com as classes mais prestigiadas: melhor filme, diretor, ator e atriz.

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Contudo, a competição não se resume a apenas isso, pois conta com o total de 24 categorias, número que não é fixo. Com mudanças culturais e tecnológicas ao longo dos anos e seu impacto na indústria, podem surgir novas tendências e, portanto, nascer a necessidade de representá-las com outras categorias.

Da mesma forma, algumas posições foram excluídas, após deixarem de fazer sentido ou receberem um novo título. Agora, com a aproximação do Oscar 2020, em 9 de fevereiro, listamos 7 categorias da premiação que já não existem mais. Confira!

1. Oscar Juvenil (Academy Juvenile Award), 1934-1960

Shirley Temple recebendo a miniestatueta por sua atuação em Olhos Encantadores. (Fonte: Oscars)

Este prêmio foi um Oscar honorário esporádico concedido a performances de atores menores de 18 anos. Assim como outras categorias, esta reconhecia suas impressionantes atuações e contribuições para o entretenimento, segundo critério do Conselho de Governadores da Academia.

A primeira vencedora foi Shirley Temple, aos 6 anos de idade por seu papel como Shirley Blake em Olhos Encantadores. Outros 11 jovens receberam essa estatueta nos 25 anos seguintes. Aqui vai uma curiosidade: o tamanho da estatueta era de aproximadamente 18 cm, metade do troféu tradicional.

2. Melhor Entretitulagem (Best Title Writing), somente em 1929

Joseph Farnham, à esquerda, no momento da entrega de sua premiação. (Fonte: Oscars)

Considerada uma relíquia, esta premiação se remetia à era do Cinema Mudo e aconteceu somente na cerimônia de 1929. Entretítulos eram os diálogos ou quaisquer outros textos que apareciam entre algumas cenas, para explicá-las melhor.

Assim, com o surgimento do cinema falado, os entretítulos ficaram para trás, logo, essa categoria perdeu sua relevância e razão de existir. No caso, Joseph Farnham levou o prêmio, e não devido a algum filme em específico, mas pelo conjunto de sua carreira no segmento.

3. Melhor Direção de Coreografia (Best Dance Direction), 1935-1937

Cena da comédia musical Folies Bergère de Paris, vencedora do primeiro Oscar de Melhor Direção de Coreografia, em 1935. (Fonte: IMDb)

No período dos filmes em preto-e-branco, era grande o desafio dos coreógrafos de mostrar nas telonas todas as artes visuais presentes nas gravações de cenas, dessa forma, este prêmio era entregue para aquele que mais se destacava. Sua curta existência se deve ao fato de o Sindicato dos Diretores da América acharem que a palavra “direção” se aplicava somente ao ato de conduzir um filme.

Os três vencedores da categoria foram: Dave Gould (Folies Bergère de Paris), Seymour Felix (Ziegfeld, o Criador de Estrelas) e Hermes Pan (Cativa e Cativante).

4. Melhor Diretor Assistente (Best Assistant Director), 1933-1937

Cena de Na Velha Chicago, filme que rendeu o Oscar de Melhor Diretor Assistente para Robert Webb, último vencedor da categoria. (Fonte: IMDb)

Esta categoria já começa com um fato interessante, pois em seu primeiro ano, 1933, contou com sete vencedores, de estúdios diferentes. Isso poderia ser um sinal de reconhecimento de sua diversidade e necessidade dentro da divisão de trabalho com as equipes de filmagem.

Porém, hoje, os assistentes de diretor recebem poucos créditos em uma produção, o que gera vários pedidos à Academia para o retorno da premiação. Inclusive, historicamente esses profissionais muitas vezes iniciam sua carreira nesse cargo antes de se tornarem diretores, como foi o caso de Alfred Hitchcock.

5. Melhor Engenharia de Efeitos (Best Engineering Effects), somente em 1929

Parte do cartaz de Asas, filme com temática de guerra que levou a estatueta. (Fonte: IMDb)

O que hoje conhecemos como “Melhores Efeitos Visuais” foi inicialmente nomeado como “Melhor Engenharia de Efeitos” na primeira edição do Oscar, em 1929. O premiado daquele ano foi Roy Pomeroy pelo drama Asas, com tema ligado à Primeira Guerra Mundial.

Como indicativo do uso de novas tecnologias ao longo dos anos, a categoria passou por outras mudanças de nome: “Melhores Efeitos Especiais” e “Melhores Efeitos Visuais e Especiais”. Desse modo, foi uma das categorias que mais revelou a evolução da indústria cinematográfica.

6. Melhor Curta-metragem (Best Short Subject), 1936-1956

Crashing the Water Barrier, último filme vencedor da Categoria Melhor Curta-metragem em Live Action: 1 bobina — por ser filmado em 1 rolo, de até 10 minutos de gravação. (Fonte: IMDb)

A categoria original que hoje deu lugar à Melhor Curta-metragem em Live Action e à Melhor Curta-metragem de Animação passou por grande número de divisões: “Cor”, “Inovação” e “Live Action”.

Nesta última, ainda havia as subdivisões “Bobina” e “Bobinas”, as quais se referiam ao tempo de duração das películas em rolos de filme. Em 20 anos, foram premiados 47 títulos com essas estatuetas.

7. Melhor Musical ou Comédia Original (Best Original Musical or Comedy Score), 1935-1985

Filme de Prince levou a última estatueta da categoria original, em 1985. (Fonte: IMDb)

Assim como no Globo de Ouro, a categoria de “Melhor Musical ou Comédia Original” existiu no Oscar. Porém, devido à mescla desses gêneros no cinema contemporâneo, a Academia decidiu retirá-la. O último vencedor da estatueta foi o clássico longa Purple Rain, de 1984, que contou com performance dupla de Prince, como ator e cantor.

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