Sem pular: as 10 melhores aberturas de séries da década de 2010

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As aberturas de séries passaram por uma expressiva mudança no propósito de sua existência, afinal de contas, eram muitas vezes restritas à apresentação de seu elenco — com algumas ressalvas. Porém, a última década marcou uma nova tendência criativa, levando-as a implementar uma grande inovação em qualidade cinematográfica e artística para atrair cada vez mais o público em geral.

Logo, a história que uma produção possa contar também assumiu o foco nesses créditos iniciais, que, portanto, devem ditar o tom e apresentar de forma clara sua intenção para a audiência, com o objetivo de “prender” a atenção antes mesmo de sua estreia. Assim, listamos abaixo as 10 melhores aberturas de séries, a partir da década de 2010, sob os critérios de originalidade, impacto, relevância temática e técnicas utilizadas. Confira!

Mad Men (2007–2015)

Mad Men (AMC) foi uma das maiores responsáveis por um tipo de abertura que mudou a TV, no caso, com uso de animação. As cenas iniciais mostram um homem de terno sem rosto — aparentemente o protagonista Don Draper — em seu escritório, pousando sua maleta. Depois, essa sala desmorona ao seu redor e revela o sujeito em queda, rodeado de grandes temas abordados pela produção, em especial os anúncios publicitários retrôs criados na região central de Nova York.

Game of Thrones (2011–2019)

Com design inovador, Game of Thrones (HBO) capturou a atenção do público logo em seu começo, ao trazer um “tour” cartográfico com um mapa das vastas regiões da obra de George R.R. Martin. Um dos aspectos mais interessantes é que sua aparência mudava pontualmente ao longo das temporadas, devido aos arcos abordados, com locais caindo e emergindo de acordo com as questões políticas executadas no contexto de guerras.

True Detective (2014–)

Lançada no formato de antologia, em que cada temporada tem história e elenco diferentes, True Detective (HBO) marcou um efeito visual em suas aberturas: a dupla exposição. Essa técnica permitiu contar como um cenário se reflete na vida e nos conflitos dos personagens, através de elementos de paisagem e retrato, combinados com efeitos de animação espacial, foco e muita textura. Inclusive o estilo adotado na produção foi amplamente utilizado após seu início em variados segmentos, como design e comunicação.

The Man in the High Castle (2015–2019)

A cena inicial de The Man in the High Castle (Amazon Prime Video) projeta uma variedade de imagens associadas a contexto histórico alternativo. No caso, os Aliados perderam a Segunda Guerra Mundial, de forma que a Alemanha e Japão ocuparam diferentes regiões do antigo EUA. A partir dessa premissa, a abertura sugere um conflito iminente entre os dois países, com adição de símbolos nazistas e elementos bélicos.

Jessica Jones (2015–2019)

Ao parecer uma animação de pintura em aquarela, nas cores roxo e violeta, a abertura de Jessica Jones (Netflix) dita o tom da série. Dessa forma, nota-se a protagonista em primeiro plano caminhando pelas sombras, com sequência de cenas de ruas, becos e interior de janelas — construção inspirada em Janela Indiscreta, de Alfred Hitchcock. No final, todas essas imagens se unem e formam um grande olhar da protagonista.

Stranger Things (2016–)

Com significativo apelo à nostalgia de produções oitentistas, Stranger Things (Netflix) se inicia como uma homenagem a algumas capas de livros e clássicos de terror e suspense da época. Assim, a abertura traz grandes letras de cor vermelha neon “flutuando” por um vazio e reunindo-se lentamente para apresentar o título da atração. Além do efeito visual, outro destaque é a música instigante construída com uso de sintetizadores que, junto a esse estilo gráfico, ditam o plot da série.

Westworld (2016–)

O dia amanhece em um cenário artificial que simula as tão conhecidas paisagens de filmes de faroeste. A partir disso, a série de ficção científica Westworld (HBO) traz seu crédito inicial no processo de fabricação de ícones do western parcialmente finalizados — inspirados nos desenhos de Leonardo da Vinci. Tais cenas ainda são embaladas ao som de piano para criar uma noção de comportamento programado em um mundo simulado.

Star Trek: Discovery (2017–)

Star Trek: Discovery (CBS) elaborou sua abertura através da grande iconografia da produção como um todo, para trazer os sentimentos de mistério, aventura e esperança. Por ser um prelúdio das outras histórias, metaforicamente buscou inspiração no Renascentismo, fazendo um paralelo entre as descobertas científicas e exploratórias reais com esse universo, ao exibir esboços, anotações e protótipos de equipamentos consagrados da franquia Star Trek.

O Mundo Sombrio de Sabrina (2018–)

O Mundo Sombrio de Sabrina (Netflix) apresenta uma sequência inicial fortemente inspirada nos quadrinhos, com grande parte dessa animação retirada diretamente de seu material de origem — inclusive, a imagem final mostra a versão da Sabrina das HQs. A abertura ainda revisita um estilo gráfico de cartazes de filmes e livros de terror — em especial entre as décadas de 30 e 60 — com uma música arrepiante.

Good Omens (2019)

Good Omens (Amazon Studios/BBC) tem a primeira cena da abertura situada no início do mundo. Esse contexto é contado com marionetes animadas, que simulam pessoas marchando juntas em uma bizarra peregrinação rumo a seus destinos. Além de inspirações bíblicas com mistura de comédia e fantasia, a sequência exibe vários elementos que despertam audiência a buscar por novas referências posteriormente percebidas.

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