Street Fliper reaquece os “arcades de rua” com personagens presidenciáveis

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O pessoal que é um pouco mais velho deve se lembrar da febre dos “fliperamas de rua”. Essas eram as máquinas que realmente traziam os jogos de última geração, pois os consoles ainda estavam engatinhando nos anos 80 e início dos 90 e os computadores mais poderosos eram inacessíveis para a maior parte da população. Os games de luta, liderados por Street Fighter II e King of Fighters, transformaram esses arcades em verdadeiras arenas de competição.

Um dos cenários terá como destaque o Museu Nacional em chamas

Essa era foi tão especial que até hoje a comunidade Mugen mantém viva milhares de variações produzidas com o motor Mugen, que permite customizar os combates com os mais variados personagens — o que a criatividade mandar. E é isso que o pessoal do coletivo independente Platron Studios fez: montou uma espécie de “Street Fighter com presidenciáveis”, em que você pode escolher os candidatos às eleições deste ano, cada um com suas próprias assinaturas de movimento, sons e, claro, golpes especiais (embora Lula não faça parte do pleito, ele era o nome mais cotado pelo PT antes de Haddad, durante o desenvolvimento do game).

“Street Fliper — O Golpe Final” ameniza um pouco o clima tenso das redes sociais em uma experiência divertida com visual cartunesco. “Os personagens estão bem equilibrados, sem favorecer nenhum candidato”, afirma com exclusividade para o TecMundo um dos criadores, Marlus Araújo, que destaca a versão caricaturizada de cada postulante como um dos destaques da iniciativa.

street fliper

O tom crítico ficou no plano de fundo. “Mesmo em segundo plano, acredito que os cenários são a grande crítica do jogo. Um deles é um pôr-do-sol em um cartão postal de Brasília, a praça dos Três poderes abandonada e coberta de mato. Outro é o Rio de Janeiro decadente, quase o final do filme ‘Clube da Luta’, com prédios destruídos e o edifício Edise da Petrobras imponente no meio da cena distópico.”

E cabe até mesmo um triste acontecimento recente. “O terceiro cenário que estamos desenhando será o Museu Nacional em chamas. Isso vai ser forte, mas não podemos deixar passar em branco. O jogo é um retrato da realidade e estamos tentando acompanhar os fatos políticos. Coisa muito difícil, pois toda semana temos um surpreendente acontecimento”, diz Araújo.

Lançamento acontece em praça pública

Bem, um game com proposta de competição em arena pública só podia ser lançado com toda sua glória… em um tradicional “fliper de rua”. O lançamento oficial acontece hoje (23), no festival Multiverso, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro.

Enquanto isso você já pode baixá-lo, gratuitamente, para PC, por meio deste link. “O objetivo é conectar as diferentes gerações, reavivar as memórias dos antigos fãs do gênero arcade, e ao mesmo tempo, proporcionar novas experiências para os jogadores mais novos, através de uma seleção de jogos independentes que discutem a realidade brasileira e que resgatam a rica estética de jogos eletrônicos clássicos.”

Há também a possibilidade de novos títulos baseados em Mugen, com políticos e até mesmo celebridades de variadas áreas, como jogadores de futebol e cantores — incluindo versões para jogar direto do navegador ou em apps dedicados para dispositivos móveis. Portanto, deixe a briga para o “Street Fliper — O Golpe Final” — e vote consciente.

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