Desde que anunciou a expansão de seu Universo Cinematográfico após o sucesso de Os Vingadores, a Marvel tem se vangloriado pela criação de uma franquia conectada e unificada não apenas nos cinemas, mas também na TV.

“It’s all conected” (tudo está conectado), era o que informava a campanha da Marvel Television, pegando carona na popularidade dos filmes da companhia.

Com Agents of S.H.I.E.L.D., isso até foi (mais ou menos) verdade no começo. Coulson, visto em Homem de Ferro e Vingadores, estava de volta liderando sua equipe nas telinhas. A primeira temporada da série (2013-2014 ) até terminou coincidindo com os eventos de Capitão América: Soldado Invernal, quando a S.H.I.E.L.D. foi desmantelada.

Porém, de lá para cá, nada mais está realmente conectado. Na melhor das hipóteses, Agents of S.H.I.E.L.D. se relaciona apenas “tematicamente” com o Universo Cinematográfico Marvel – já os programas da Marvel na Netflix não podemos dizer nem isso!

Não é um problema; filmes e séries podem seguir caminhos diferentes e serem igualmente interessantes e criativos. A questão é se a Marvel realmente quiser seguir com sua ideia de um Universo Estendido nos cinemas e nas telinhas: então, como ficam as tramas dos seriados após os acontecimentos chocantes de Vingadores: Guerra Infinita?

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[Atenção a SPOILERS de Guerra Infinita neste parágrafo] O novo filme da Marvel Studios termina com o vilão Thanos conseguindo completar sua Manopla do Infinito e destruindo metade da existência do mundo – levando ao desaparecimento de metade da população da Terra!

No episódio da última sexta-feira (27) de Agents of SHIELD exibido nos Estados Unidos, o personagem Tony Caine (Candy Man) pergunta para Daisy se ela viu o que está acontecendo em Nova York – em uma possível referência aos acontecimentos do início de Guerra Infinita, com o ataque da Ordem Negra. Enquanto isso, os demais colegas de Tremor permanecem em confinamento no Farol e sem contato com o mundo externo.

É bastante possível que a série encerre sua temporada sem lidar com os eventos finais de Guerra Infinita e se concentre sobre sua própria trama apocalíptica (com os agentes presos no Farol). Mas os fãs certamente gostariam de ver uma conexão direta entre a série e o filme.

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Agora, se Agents of S.H.I.E.L.D. não endereçar os acontecimentos finais de Vingadores: Guerra Infinita, não espere que isso venha a ocorrer em outros programas do selo Marvel – como as séries dos Defensores na Netflix ou Os Fugitivos no Hulu.

Em junho, temos a estreia da segunda temporada de Luke Cage (Netflix) e o lançamento de Manto e Adaga (na Freeform). Dificilmente esses programas vão fazer referência a Thanos e suas Joias do Infinito. A melhor explicação possível para ignorar esses fatos é dizer que as tramas se passam antes da história de Guerra Infinita.

A verdade é que a Marvel não tem conseguido interligar suas séries com as narrativas do MCU, nem mesmo reunir os heróis das telinhas com personagens dos cinemas – especialmente devido à complexa logística de ter tantas produções sendo rodadas ao mesmo tempo.

Aos fãs resta compreender essa dificuldade e não criar expectativas de uma coesão e unidade completa do Universo Marvel nos cinemas e na TV.

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