Crítica: 'Jogador Nº1' é o melhor filme de Steven Spielberg em anos

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Antes dos dramas de guerra, como O Resgate do Soldado Ryan e A Lista de Schindler (pelos quais ganhou o Oscar), e filmes mais sérios e de teor político, como Lincoln, Ponte dos Espiões e o recente The Post, o cineasta Steven Spielberg é mais conhecido por obras comerciais e de entretenimento.

Como um dos maiores representantes de Hollywood, Spielberg é quem melhor estabeleceu a tradição do cinema americano, com Tubarão, E.T., Indiana Jones e Jurassic Park – fenômenos de bilheteria que se tornaram grandes clássicos –, e é desse conjunto de filmes que se aproxima seu novo trabalho, Jogador Nº1.

Adaptação do best-seller de Ernest Cline, a produção apresenta uma trama futurista, ambientada no ano de 2044, na qual a sociedade se encontra à beira do colapso e as pessoas passam a se refugiar em uma realidade virtual chamada Oasis.

Um homem com uma luva.Parzival durante uma visita ao OASIS.

A história começa mostrando que, quando o criador do Oasis morreu, ele deixou um vídeo no qual desafia todos os usuários a encontrar um Easter Egg dentro desse ambiente virtual, e quem o achar irá herdar toda sua fortuna, além do controle sobre o Oasis.

É nesse contexto que conhecemos Parzival (ou Wade), um garoto que passa a vida analisando as pistas deixadas pelo bilionário criador Halliday e disputando provas no simulador, na esperança de conquistar o grande prêmio.

O longa-metragem constrói uma narrativa de gamificação que se revela muito melhor do que qualquer adaptação que já vimos de títulos de videogames. O tal Easter Egg do enredo é, claramente, um MacGuffin cinematográfico – um objeto que motiva toda a ação –, mas toda a jornada do protagonista é feita de desafios, missões e provações que mantêm os espectadores entretidos.

A ambientação do universo de Oasis é também de encher os olhos, com cenários bonitos e ricos em detalhes (com muitas referências à cultura pop), além de contar com ótimas sequências de ação. Destaca-se uma corrica alucinante de carro pelas ruas de uma Nova York virtual, logo no começo do filme, que deve render à produção uma indicação ao Oscar de efeitos visuais.

Com essa proposta de Jogador Nº1, Steven Spielberg parece se reencontrar com o estilo cinematográfico que melhor o definiu em sua carreira e, assim, entrega seu trabalho mais divertido em muitos anos!

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Via Minha Série

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