O novo sistema de “créditos sociais” (uma espécie de gamificação da vida) que deve ser implementado em breve na China pode fazer com que jogar videogames diminua o status social dos cidadãos do país. O comportamento aparentemente é considerado negativo pelos governantes locais e pode “diminuir” os créditos atribuídos a cada pessoa dentro da classificação social que deve entrar em vigor a partir de 2020.

Dentro do novo sistema, pessoas que tiverem uma classificação muito negativa vão ser incapazes de comprar ou alugar imóveis, adquirir passagens aéreas ou se hospedar em hotéis com padrões acima de determinado nível. Para botar o sistema em funcionamento, autoridades locais estão não somente coletando informações financeiras dos cidadãos, mas também estão levando em consideração infrações legais, comportamentos antissociais e até mesmo a capacidade de separar o lixo em latas adequadas.

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Entre as companhias que colaboram com o processo está a Sesame Street, braço financeiro da gigante de vendas Alibaba. Segundo o diretor de tecnologia da companhia, Li Yingyun, quem joga videogames “por 10 horas por dia... seria considerada uma pessoa ociosa, e alguém que compra fraldas frequentemente é possivelmente um pai, que, em comparação, é mais provável de ter um senso de responsabilidade”.

Em outras palavras, quem joga muito videogames será considerado como “indesejável” dentro da China, visto a visão negativa que as autoridades locais têm sobre o tema. A Tencent, líder de mercado local (e que tem partes da Blizzard e é dona de League of Legends), está bolando novos termos de contratos que permitem que pais recompensem seus filhos com mais tempo de jogo caso eles cumpram tarefas e façam suas lições de casa, em uma tentativa de mudar a percepção que muitos têm sobre games, associando eles a ações consideradas mais positivas.

Jogar games poderá diminuir status social de cidadãos na China via Voxel

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