A Entertainment Software Association (ESA), entidade que organiza a E3 e responde pela indústria de games nos Estados Unidos, tomou posição contrária a pessoas que decidem preservar por conta própria a memória de jogos online. O grupo pediu que o Escritório de Patentes dos Estados Unidos não crie exceções para jogos online abandonados por suas produtoras que continuam operando graças a esforços do público.

A intenção é que isso não crie uma brecha que permite a violação de direitos autorais das empresas representadas pela entidade — que tem entre seus membros empresas como Microsoft, Nintendo, Sony, Electronic Arts e Ubisoft. O argumento é que, ao dar a outras pessoas acesso ao código de servidores (com o intuito de preservar games antigos), isso permitiria que elas criassem suas próprias infraestruturas e lucrassem com elas — o que as tornaria competidoras dos desenvolvedores e publicadores originais.

Hellgate: London

O posicionamento da entidade no contexto atual é contra a preservação de jogos que dependem de serviços online para funcionar e que não contam mais com suporte oficial, o que inclui desde opções multiplayer até títulos do gênero MMO. Atualmente, o Escritório de Patentes dos EUA estuda uma proposta que ampliaria exceções de violações de direitos autorais que também contemplaria essas categorias de jogos.

A ESA também se posiciona contra entidades como o MADE, que preserva games offline e garante acesso irrestrito a eles mediante uma contribuição de US$ 10. Segundo a entidade, grupos não lucrativos “não têm imunidades especiais” no que diz respeito a violações de direitos autorais.

“A prevalência de relançamentos de jogos antigos elimina qualquer alegação de que as companhias de games não têm incentivos de preservar jogos antigos”

“A prevalência de relançamentos de jogos antigos elimina qualquer alegação de que as companhias de games não têm incentivos de preservar jogos antigos”, afirma a ESA. “A jogatina multiplayer online não é necessária para a preservação ou para propósitos de estudo subsequentes”, argumenta a entidade.

O que a ESA parece ignorar é que, embora games bem-sucedidos costumem ganhar remasterizações, o mesmo não acontece com títulos de menor expressão, que podem ficar “perdidos na história” caso não sejam preservados pela comunidade. Isso sem contar com o fato de que alguns games estão presos em batalhas legais tão severas que não há como preservá-los a não ser recorrendo a meios “extraoficiais”.

ESA adota posição contrária à preservação de games online via Voxel

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