Já pensou poder manipular o algoritmo que dita as recomendações musicais que você recebe em sua plataforma desktop do Spotify? Pois foi pensando justamente nisso que a engenheira Ari Vaniderstine deu início ao Nelson, projeto criado por meio do site colaborativo de desenvolvedores Glitch.

Ao clicar neste link, você pode direcionar sua conta premium para abrir o painel de configurações e selecionar um mix de gêneros, a partir de uma longa lista, e ditar os parâmetros em nove características, explicadas pelos próprio blog do Spotify

Só para descrever rapidamente, aqui vão o que significa cada um dos itens:

  • Acousticness: é a medição sobre “o quão acústica” é a faixa
  • Danceabillity: descreve se a canção é “dançante”, a partir de uma combinação de elementos, incluindo tempo, estabilidade do ritmo, força da batida e regularidade média
  • Energy: representa o percentual de medição da intensidade e atividade, com rastreamento de velocidade, ruído e barulho
  • Instrumentalness: prevê o conteúdo que não contém vocal, contando que “ooh” e “aah” são considerados instrumentais
  • Liveness: detecta a presença de público em uma gravação. Quanto maior o valor, especialmente acima de 0.8, mais próximo é a possibilidade dessa faixa ter sido apresentada ao vivo 
  • Spechiness: a quantidade de falas ou de vocais na canção. Acima de 0.66 indica que a faixa é quase toda composta de palavras e entre 0.33 e 0.66 descreve algo mais balanceado
  • Tempo: o tempo médio estimado de batidas por minuto, o que representa o andamento da música
  • Valence: a medida do quão “positiva” é a composição, ou seja, se ela é mais alegre, eufórica ou triste, “raivosa”, etc

spotify algoritmo

O funcionamento deixa um pouco a desejar, já que não há precisão na seleção de barra de escolha — faltou um índice de pontuação em tempo real — e os resultados não batem com as seleções minuciosas que você faz. Ainda que esteja longe do adequado, a proposta é interessante porque pode evoluir ao longo do tempo e dá ao usuário uma boa ideia de como funciona o tão comentado — mas pouco entendido — algoritmo do Spotify.

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