A tecnologia dos anos 80 foi marcada pela invasão dos computadores pessoais e pela possibilidade de automação de diversos outros aparelhos com a ajuda de softwares em disquetes de 5 ¼ polegadas em gabinetes enormes. Já naquela época, todo mundo queria controlar tudo sentado em uma poltrona confortável — coisa que os avanços estão nos permitindo aos poucos — e o que dava para fazer era… manipular módulos conectados em rede nos primórdios das smart homes.

O Lazy Game Reviews, que dedica seu conteúdo a hardware e software das antigas, fez um teste com dois produtos que podem ser considerados “parentes” das casas inteligentes e dos sistemas com reconhecimento vocal: o Pico Electronics X-10 Powerhouse e o HAL 2000.

Sua smart home por US$ 19,90

O Pico Electronics X-10 Powerhouse foi criado em 1975, mas ganhou certa popularidade do início a meados dos anos 80, quando máquinas como os primeiros PC e Apple — além de outros, como MSX, Commodore Amiga e ZX Spectrum — já figuravam em vários lares norte-americanos e até mesmo no Brasil.

A pequena caixa básica de US$ 19,90 continha botões que podiam ser associados a vários módulos. Estes, por sua vez, eram adaptados às funções de dispositivos como lâmpadas, televisão, rádio e outros aparelhos — até mesmo uma “mesa de controle” para experimentar tudo sem a intermediação de um computador.

X-10 PowehouseA caixinha que permitia controlar "tudo o que você quisesse"

O software compatível com DOS vinha nos saudosos disquetes de 360 kb e dali você podia cadastrar sua rede e manusear a ativação e o desligamento de cada item, incluindo programação por data e horário. Vale lembrar que naquela época não era comum ter controle remoto sobre as coisas, nem mesmo os primeiros videocassetes tinham.

Assim, era possível acender lâmpadas e o forno elétrico, ligar a TV e o rádio e, posteriormente, até executar ações no PC com comandos simples. Obviamente, como no começo de tudo, havia algumas falhas de software e hardware, que causavam certa instabilidade, e limitações que nem mesmo permitiam a você diminuir ou aumentar a intensidade da luz, por exemplo.

HAL2000, o assistente virtual de outrora

Uma evolução do X-10, o HAL2000 (uma clara alusão ao HAL 9000 do livro “Odisseia Espacial”, de Arthur C. Clark, que ganhou notoriedade no filme “2001, Uma Odisseia no Espaço”, de Stanley Kubrick), da Dynamic Electronics Systems, permitia o uso do reconhecimento vocal com uma surpreendente precisão para a época. O programa já usava os sistemas operacionais Windows 98/XP/2000 e identificava as frases para comandar interruptores, camas, lâmpadas, cortinas, termostatos, CD players, videocassetes, entre outras coisas.

HAL2000

Assim como uma Siri, Cortana, Alexa ou Google Assistente, você precisava dizer palavras-chave para acionar os comandos de cada aparelho. A velocidade de “atendimento” era muito boa e, assim como acontece atualmente, as trapalhadas na confusão da identificação de cada frase também rendiam boas risadas e resultados inesperados.

Confira no vídeo abaixo a demonstração de ambos os gadgets:

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