A realidade aumentada (AR) tem um grande potencial a ser explorado e é apontada como o futuro por alguns figurões da indústria, como o CEO da Apple Tim Cook. E mais uma prova de que essa tecnologia pode ser um passo adiante acaba de vir da Lunatix, uma empresa de engenharia espacial responsável por um conceito que mistura AR com nanorrobôs a fim de levar gamers para a Lua.

O conceito parece estranho, mas é mais simples do que parece — ao menos na teoria. Apresentado no programa SpaceTech 2016, da Agência Espacial Europeia (ESA), ele consiste no uso de nanorrobôs equipados com câmeras e posicionados em solo lunar, mas controlados remotamente aqui do planeta Terra.

A ideia dos seus criadores é que os pequenos robôs gerem receita por meio de um sistema de assinaturas pagas pelos jogadores. Antes de partirem para a Lua de fato, os nanorrobôs da Lunatix vão ser testados em um ambiente simulado com características semelhantes às que encontrarão por lá.

“Depois do entusiasmo inicial entre os 1,8 bilhão de gamers da Terra controlando nanobots virtuais em uma simulação da superfície lunar, haverá a possibilidade de controlar nanobots reais na Lua, em cenários de realidade aumentada no estilo de Pokémon GO!”, afirmou a ESA em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (2).

Você curtiria controlar robôs na Lua?

Possibilidades

Se um dia chegarem de fato a serem enviados ao nosso único satélite natural, eles serão equipados com um rover capaz de protegê-los e também de fornecer energia para que tudo funcione. Além disso, espera-se que a comunicação entre os controles da Terra e os robôs na Lua tenha um delay de apenas três segundos.

A expectativa da fabricante é que os nanobots fiquem prontos em quatro anos, com a versão final do game usando imagens reais da Lua. Mas há ainda um longo caminho pela frente e, como tudo não passa de um conceito, existe até mesmo a possibilidade que isso tudo sequer saia do papel — ou da Terra, melhor dizendo.

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