Os eventos de comemoração de um ano de Pokémon GO certamente vão ficar marcados nas memórias daqueles que curtem o game – afinal, foram muitas as novidades vistas em um curto período de tempo. Tivemos novos ginásios, inclusão das Reides e até mesmo o lançamento dos primeiros pokémons lendários. Mas será que tudo isso foi o bastante para dar novo fôlego ao game?

Inicialmente, devo confessar que sempre gostei de Pokémon GO, e acredito que aqui na redação sou um dos poucos que ainda se mantém firme após a febre inicial (ainda que minha rotina se limitasse basicamente a capturar monstros e evoluir). Tudo bem, até estava tentando batalhar nos ginásios, mas confesso que meu smartphone não é bom o bastante para me ajudar nesse sentido, fora a motivação baixa por conta do antigo sistema.

Apenas para constar: sim, eu detestava aquele sistema que basicamente favorecia pessoas que tinham criaturas mais fortes. E não estou dizendo isso pelo fato de (ainda) não ter nenhum pokémon acima de três mil de PC (ou CP se prefere o termo em inglês), mas sim pelo fato de que 1) demorava uma eternidade para derrubar um ginásio e também por 2) ver as mesmas pessoas estagnadas por dias neles.

Layout do antigo sistema de ginásio

Confesso que era um tanto quanto sofrido obter moedas diárias, especialmente porque na cidade em que moro (na região metropolitana de São Paulo) rolava um “canibalismo” entre pessoas do mesmo time, que mantinham contas em grupos opostos para derrubar qualquer criatura que fosse abaixo de três mil de PC para formar uma espécie de elite, dificultando e muito as coisas. Com o novo sistema, ao meu ver, tudo se torna muito mais prático.

Aumentou a rotatividade? Sim

Com a chegada do novo sistema, a Niantic adicionou alguns componentes que melhoraram e muito os ginásios ao meu ver. Primeiramente, agora você não precisa ficar dando “prestige” no ginásio para conquistar a sua vaga (eu raramente lutava quando precisava acumular mais de quatro mil pontos), já que os seis locais estão disponíveis de cara. Claro, houve uma diminuição no número de criaturas que podem defender (passando de dez no antigo sistema para seis no atual), mas outros ginásios apareceram no lugar das PokéParadas sem necessariamente eliminar a principal função destas.

Além disso, o sistema de motivação fez com que o trabalho em equipe entrasse em ação, tendo em vista que agora a força do seu pokémon diminui conforme o tempo passa e só é recuperada quando ele é alimentado com frutas. Outro detalhe é que agora você ganha uma PokéMoeda a cada dez minutos defendendo e elas são limitadas a 50 por dia, o que faz com que não seja necessário defender um ginásio por uma eternidade para obter a sua recompensa (isso muitas vezes é bem ruim, na verdade).

O trabalho em equipe não se limita apenas a isso por conta do sistema de Reide

Aliás, o trabalho em equipe não se limita apenas a isso por conta do sistema de Reide. Graças a ele temos a chance de encarar algumas criaturas que não dão as caras com facilidade normalmente, incluindo aqui os pokémons lendários (já temos Lugia e Articuno, e em breve Moltres passa a dar as caras por aí), e o seu time ter o controle do ginásio em que ela acontece é perfeito para ganhar umas bolas extras no fim da batalha e aumentar as chances de captura.

Os primeiros pokémons lendários de Pokémon GO

Do virtual para o real

Somado a isso, percebi que o lançamento dos pokémons lendários trouxe outra vantagem: as pessoas estão saindo às ruas e não necessariamente para se aglomerar em parques famosos como o Ibirapuera aqui em São Paulo. Confesso que ao longo desse um ano de existência do game eu tinha visto no máximo umas seis pessoas com o aplicativo aberto (isso, claro, após o boom inicial do game), mas agora esse cenário mudou completamente.

Em qualquer lugar que apareça um pokémon raro em um horário decente é possível ver aglomerações se formando e diversas pessoas conversando, trocando informações e até mesmo torcendo umas pelas outras para que todos consigam capturar sua criatura lendária. E (um shoryuken na minha cara, confesso) percebi que os membros dos outros times (sou do Mystic) são pessoas prestativas que, assim como eu e você, estão no jogo para se divertir e aproveitar o máximo dessa experiência que ele tem a oferecer.

Aliás, algumas dessas até compartilharam opiniões sobre o que estão achando desse novo sistema. Confira:

“Fiquei desanimado algumas vezes com o jogo e recentemente quase o abandonei. Porém, quando comecei a ler sobre as Reides e os novos ginásios e especialmente conferir essas novidades minha animação voltou com tudo. Umas das coisas mais legais é realmente estimular que você faça isso em grupo ou ajude desconhecidos” (Cassius Medauar, gerente de conteúdo da Editora JBC)

“Eu praticamente já tinha abandonado Pokémon GO, só abria o app de vez em quando para jogar com o meu sobrinho. Acabei voltando a jogar um pouco mais depois da mudança dos ginásios, já que as disputas por eles ficaram bem mais dinâmicas e divertidas. Mas o que mais me animou foram as Reides, que trouxeram de volta o espírito de colaboração que o jogo tinha perdido depois do estouro inicial” (Leonardo Rocha, redator do TecMundo)

“A mudança nos ginásios me deu uma leve encorajada a voltar a jogar de vez em quando. Além disso, como é mais fácil derrubar e colocar pokémons, é ótimo para ganhar umas moedinhas de vez em quando. Por fim, as Reides me deram um empurrãozinho extra para tirar o celular do bolso de vez em quando e tentar pegar pokémons que ainda não tenho. No geral, muito positivo, mas ainda não me convenceu a voltar a jogar de vez” (Vinícius Munhoz, redator do TecMundo Games)

Está perfeito? Longe disso!

As opiniões dos outros jogadores até se contradizem um pouco com o sentimento que tive pelo game (afinal, nunca pensei em abandoná-lo). Entretanto, reconheço que ainda há muito que precisa ser feito e a Niantic está longe de ter em suas mãos o jogo perfeito.

Apenas para citar alguns exemplos, o game ainda carece de duas opções que certamente são mais aguardadas do que as atuais: a possibilidade de duelar contra outros treinadores e o sistema de troca de criaturas. Além disso, acho que as batalhas são simplórias demais e privilegiam determinados bichos – algo que, na minha opinião, só vai mudar quando tivermos a chance de paralisar e envenenar os oponentes, além de causar outros efeitos negativos.

O game ainda carece de duas opções que certamente são mais aguardadas do que as atuais: a possibilidade de duelar contra outros treinadores e o sistema de troca de criaturas

Porém, seria errado dizer que as adições feitas recentemente não foram benéficas para os jogadores. Ainda que a Niantic tenha pontos para melhorar e até mesmo trabalhar mais para otimizar o jogo (que ainda apresenta erros em smartphones de modelos variados e de formas diversas), parece que ela enfim conseguiu encontrar um caminho que pode colocá-la no rumo certo. É aguardar para ver o que o futuro ainda reserva para Pokémon GO.

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E você, o que está achando de Pokémon GO? Curtiu as novidades? Decidiu instalar o aplicativo de novo para ver o que foi adicionado? Deixe a sua opinião no espaço destinado aos comentários.

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