Um artigo publicado no G1 na última sexta-feira (14), mostra que os fãs de Anitta são implacáveis na hora de tentar fazer a cantora brasileira emplacar de vez no exterior. Bastante organizados, esses internautas recorrem a táticas de guerrilha e uma boa dose de tecnologia para se disfarçarem de usuários estrangeiros e inflarem os números da artista principalmente no mercado norte-americano.

Segundo a reportagem, que entrevistou organizadores e participantes desse tipo de atividade, a estratégia trabalha com quatro iniciativas distintas e escolheu a música “Paradinha” como a principal arma para alavancar a carreira de Anitta nos EUA. A escolha faz sentido, já que o clipe do hit mais recente da cantora foi gravado em Nova York, é cantado em espanhol e segue a fórmula musical de outros sucessos latinos na região, como “Despacito” – que arrebatou o público local após o remix feito por Justin Bieber.

Atacando em todas as frentes

O pensamento dos fãs, no entanto, vai além desses ingredientes básicos que podem fazer a canção estourar por lá. No YouTube, por exemplo, o grupo utiliza serviços de VPN para fingir que são norte-americanos assistindo inúmeras vezes ao vídeo de “Paradinha”. O resultado? A publicação recebe muitas visualizações e, graças aos algoritmos de popularidade da plataforma da Google, passa a receber destaque na versão estrangeira do portal.

No Spotify, a história é bastante similar, com os internautas mudando seu IP para fazer o número de reproduções da faixa disparar lá fora, fazendo com que ela figure na parada de sucessos da revista Billboard. É na hora de interagir nas redes sociais e mexer com a programação das rádios, no entanto, que esse pessoal se mostra extremamente criativo e dedicado – utilizando recursos comuns da web em favor de Anitta.

Exemplo das chamadas para fazer "Paradinha" bombar

Como muitas estações da América Latina, EUA e Europa aceitam pedidos dos ouvintes para montar parte de suas listas de reprodução, alguns sites dedicados à cantora brasileira promovem verdadeiras campanhas para pedir “Paradinha” nessas rádios internacionais. Enquanto alguns deles usam o telefone ou mensagens de WhatsApp para fazer o pedido, outros utilizam um material pré-formatado para disparar tweets para múltiplas estações de forma simples e rápida.

O Twitter e o Facebook, aliás, se tornaram o campo de batalha perfeito para quem idolatra a artista. Mais uma vez unidos pela causa de torná-la mais famosa fora do Brasil, os internautas se agrupam para fazer publicações e postar hashtags falando sobre Anitta em inglês e espanhol. A tática, claro, é chamar atenção do público gringo, fazendo com que eles também acabem procurando saber mais sobre a artista.

Beirando o crime

As ações dos fãs podem ser consideradas estelionato

De acordo com uma advogada ouvida pelo G1, as ações colocadas em prática pelos fãs podem ser consideradas como estelionato, já que trazem vantagem para uma pessoa enquanto induzem outras ao erro. Na opinião da especialista em direito digital, porém, o caso dificilmente seria levado adiante em um tribunal, da mesma forma que a já comum compra de curtidas e seguidores nas redes sociais.

E aí, você teria todo esse pique e dedicação para garantir que o seu artista favorito se desse bem na vida ou acredita que algo assim deve depender do esforço e, por que não, da sorte do indivíduo? Deixe a sua opinião sobre o tema mais abaixo, na seção de comentários.

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