No começo dos anos 2000, o cinema hollywoodiano começou a se aventurar mais e mais nos efeitos visuais, especialmente no que diz respeito às explosões, fumaça e outros. Contudo, a naturalidade desses efeitos não estava evoluindo no mesmo passo da qualidade gráfica. Alguns filmes de alto orçamento conseguiam algo melhor, mas a grande maioria ficava no básico.

Em 2008, Theodore Kim, professor de artes midiáticas e tecnologia da informação na Universidade da Califórnia, EUA, publicou junto com colegas um artigo científico acompanhado de um código-fonte para resolver a tal situação, chamado “Wavelet Turbulence” ou algo como “Turbulência Ondulada”.

Embutindo o código em um software de geração de efeitos, os estúdios hollywoodianos conseguiram não apenas melhorar significativamente as explosões, mas também economizaram muito tempo para gerar isso tudo. Segundo Kim, seu código trabalha muito mais rápido do que os utilizados até então, que demoravam muitas horas para processar uma única cena. Agora, isso é feito em instantes.

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Kim e colegas também desenvolveram mais vaiáveis para gerar fumaça e explosões mais realistas. Eles conseguiram delimitar como os vários redemoinhos de “fluído” são gerados na realidade, com menores correndo dentro de maiores. Fora isso, todos eles interagem, se separam, se juntam e por aí vai.

O vídeo no topo desta notícia explica o passo a passo dessa descoberta, mas está todo em inglês. Ative as legendas e escolha a tradução para o português para acompanhar tudo em detalhes sobre a tecnologia que foi usada em algumas grandes produções: Avatar, Homem de Ferro 3, Homem de Aço, O Espetacular Homem Aranha, e outros.

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