Primeiro-ministro do Japão é desafiado a beber despejo radioativo

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Recentemente, o governo do Japão anunciou que despejará a água radioativa da usina nuclear de Fukushima no oceano, alegando que a medida não poderia ser adiada por muito mais tempo. Segundo seus especialistas, o conteúdo do despejo será diluído tornando-se assim menos nocivo ao meio ambiente.

Entretanto, a afirmação não convenceu o governo chinês, que exigiu provas mais concretas sobre a segurança do despejo. Em entrevista, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, disse: "uma autoridade japonesa disse que não há problema se bebermos essa água, então, por favor, beba."

Mesmo com o tratamento para diluir a concentração de trítio radioativo na água para 2,5%, nível considerado seguro no Japão, o plano de despejo não convence inteiramente as autoridades internacionais. Segundo especialistas da ONU, a medida pode causar impactos ambientais pelos próximos 100 anos, afetando tanto os humanos quanto a vida marítima.

Em seu Twitter, Zhao Lijian reforçou seu posicionamento: "Políticos japoneses disseram que a água residual tratada é 'inocente', por que eles não bebem, cozinham e lavam roupas com a água primeiro?," indaga, "devem garantir que os frutos do mar não sejam contaminados; aceitar o conselho da (Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA)) e estabelecer um grupo de trabalho técnico com a China e a Coréia para fazer a avaliação," conclui.

Por outro lado, o diretor-geral da IAIEA, Rafael Mariano, disse em um comunicado que o procedimento proposto pelo governo japonês segue o padrão internacional, mas também pondera a dificuldade da decisão: "embora a grande quantidade de água na planta de Fukushima torne-o um caso único e complexo".

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