A Google lançou na última quinta-feira (23 de fevereiro) o Catlin SeaView Survey, serviço semelhante ao Street View que permite explorar a Grande Barreira de Corais australiana. A novidade foi desenvolvida em parceria com a Universidade de Queensland e pode ser acessada a partir de qualquer navegador.

Ao todo, foram capturadas cerca de 50 mil imagens panorâmicas do local, responsáveis por passar a sensação de que os visitantes realmente estão nadando no fundo do oceano. A novidade também acompanha a criação de um canal dedicado no YouTube, através do qual será possível observar expedições científicas em tempo real.

Além de usar câmeras especialmente projetadas para uso em águas superficiais, o projeto utiliza robôs com garras que têm o objetivo de documentar as condições de saúde dos corais. “A pesquisa intensifica a ideia de que precisamos aumentar a observação em locais como a Grande Barreira de Corais conforme o clima muda”, afirma o professor Hoegh-Guldberg, diretor do Instituto de Ciência de Mudança Global da Universidade de Queensland.

Documentando a saúde dos corais

Todos os dados coletados serão usados por cientistas como forma de documentar as mudanças ocorridas no local conforme o oceano se torna mais quente e ácido. A expectativa é que o projeto tenha duração total de dois anos — a primeira expedição de mergulhadores está marcada para ocorrer em setembro de 2012.

(Fonte da imagem: Catlin Seaview Survey)

Ao final da pesquisa, a esperança é que o estudo seja aplicado em outras regiões do planeta, o que permitiria obter um conhecimento mais amplo de como as mudanças climáticas afetam os ecossistemas que vivem nos oceanos. Segundo o professor Hoegh-Guldberg, embora a maioria das pessoas acredite que ainda há incertezas quanto à existência do aquecimento global, 99% dos cientistas que trabalham na área sabem que o problema que enfrentamos é muito sério.

“O que nós vemos desde o início da década de 1980 na Grande Barreira de Corais são eventos de descoramento maciço de corais”, afirma o cientista. “Isso ocorre quando centenas de quilômetros quadrados de recife essencialmente ficam doentes porque se tornaram muito aquecidos”, explica.

“É um projeto global. Estamos falando sobre os oceanos, responsáveis por unir todos nós, e eu penso que o simples fato de você poder ir a expedições, falar com cientistas, ir a lugares como as Maldivas e mergulhar vai conquistar a imaginação das pessoas”, completa Hoegh-Guldberg.

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