Em março, os Estados Unidos abrigaram pela primeira vez a Fórmula E, uma competição de corrida disputada apenas por carros elétricos. Duas horas antes de os profissionais entrarem na pista, estudantes de várias escolas disputaram a School Series, uma prova em que eles montam um veículo elétrico e correm uns contra os outros.

A competição estudantil é realizada no Reino Unido todos os anos pela Greenpower Education Trust, com a participação de 8 mil alunos de 500 escolas. Então, a organização da Fórmula E convidou a Greenpower para realizar o evento em cinco etapas do campeonato, em locais como Buenos Aires, Berlim e Estados Unidos.

Como grande parte das competições estudantis de engenharia, o evento existe para promover os campos da ciência, tecnologia, engenharia e matemática (chamado de STEM, na sigla em inglês). De fato, a School Series teve início em 1998 quando um estudo detectou uma queda na formação de novos engenheiros no Reino Unido.

Mão na massa

Na etapa de Miami, grande parte das equipes vieram de clubes de tecnologia ou de robótica. A maioria nunca participou de uma corrida – não no mundo real, ao menos. "Eu sou a melhor jogadora de Mario Kart que existe; sou invencível", disse Daniela Kennedy, 17, estudante do time de robótica do Grove High School, ao site The Verge.

As dez equipes receberam seus kits cinco semanas antes do evento e com isso deveriam montar um carro. As peças incluíam um motor elétrico, algumas baterias de 22,7 kg, um quadro de metal e rodas. Quando montados, os veículos se pareciam com uma bala (o projétil). Para a organização, os estudantes norte-americanos têm mais consciência tecnológica que os britânicos da mesma idade.

Os automóveis têm velocidade máxima de 48 km/h e levam cerca de 4 minutos para completar uma volta do American Airlines Arena, enquanto os veículos da Fórmula E, com motores de 270 cavalos, o fazem em menos de um minuto. Apesar da velocidade reduzida, isso não impediu que um dos carros perdesse a roda e colidisse com a parede. Felizmente, com os equipamentos de segurança, o piloto nada sofreu.

Bem que uma etapa dessas podia ser realizada no Brasil.