Como você deve saber, veículos autônomos conseguem se guiar através de algumas referências variadas: além de dados de posicionamento por GPS, o mapeamento do mundo ao seu redor é feito com a ajuda de sensores de vários tipos, como ultrassônicos, LiDARs (baseado em feixes de laser) e, claro, radares.

Esses últimos, inclusive, são o novo foco da Bosch, que quer utilizá-los em seu sistema de captação de imagens, o Radar Road Signature, para torná-lo ainda mais preciso junto com as câmeras.

Enquanto vários carros já usam radares para detectar objetos em movimento, a tecnologia que a Bosch quer usar é baseada em pontos de reflexão do radar, que são compilados para criar um mapa que, com precisão de centímetros, ajuda o veículo a se posicionar – além de mapear objetos estáticos também.

Dirk Hoheisel, membro do conselho da Bosch, afirmou que o sistema é um grande avanço para a direção autônoma, já que vai permitir que os veículos possam definir sua posição de forma confiável a todo momento.

Outro ponto importante é que o mapeamento vai funcionar de forma colaborativa: serão necessários apenas 1 milhão de veículos equipados com o Radar Road Signature para manter os mapas atualizados – um número baixo se considerar os três grandes mercados nos quais a Bosch pretende atuar: Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico. As atualizações incluem informações em tempo real, como obras em rodovias e alteração em condições climáticas.

O radar é uma ferramenta importante para compensar alguns pontos que a captação pura de imagens, feita apenas com câmeras, não é tão eficiente, como é o caso de situações de baixa visibilidade ou até mesmo a noite. O tamanho dos pacotes de informações é substancialmente menor do que os feitos apenas com vídeos.