A Mad Catz, empresa famosa por desenvolver periféricos de PC voltados aos jogadores profissionais, utilizou o último dia da Brasil Game Show 2014 para fazer uma demonstração público do M.O.J.O., seu console que roda o sistema operacional Android e foi lançado há algum tempo nos Estados Unidos para competir diretamente com o OUYA.

O aparelho, que lá fora custa US$ 199, chega ao Brasil custando R$ 1,5 mil – um preço não muito condizente com a proposta original do vídeo game. Além disso, vale lembrar que o produto já está um pouco defasado: ele é equipado com um processador Tegra 4 (o mesmo utilizado no NVIDIA SHIELD), mas máquinas gamer baseadas no SO da Google já estão adotam o Tegra K1 (presente no novo SHIELD Tablet).

Vale a pena recapitular o resto das configurações do M.O.J.O.: ele possui 16 GB de armazenamento interno (expansível com cartões micro SD de até 128 GB), 2 GB de memória RAM, duas conexões USB (uma 3.0 e uma 2.0), uma saída HDMI e sistema operacional Android 4.2.2 Jelly Bean – a companhia não divulga informações acerca de uma possível atualização do SO.

O destaque é o gamepad

Apesar de ser bastante parecido com o OUYA, o M.O.J.O. possui algumas particularidades que o tornam um console bastante interessante. Seu principal diferencial é, de fato, o gamepad que acompanha o vídeo game, oficialmente batizado como C.T.R.L.R.

O console possui três modos diferentes (um deles, inclusive, permite que você use o analógico esquerdo como um mouse) que podem ser alternados rapidamente através de um switch localizado em sua região inferior. Além disso, ele é dotado de botões multimídia que o usuário pode utilizar para controlar a reprodução de músicas e vídeos.

É possível utilizar vários controles C.T.R.L.R ao mesmo tempo para partidas multiplayer e, acoplando um pequeno clip que pode ser encaixado na traseira do gamepad, usá-lo para jogar games em seu smartphone. O periférico trabalha com conexão Bluetooth 4.0, que utiliza pouca energia elétrica e é mais rápida do que a tecnologia utilizada em controles wireless (o que reduz o atraso entre o comando e a resposta do personagem).

Muito além da Google Play

Ainda que o M.O.J.O. seja um console Android, suas possibilidades de uso vão muito além dos aplicativos e games que você encontra na Google Play. Preservando a ideologia do sistema operacional da Google, a Mad Catz se esforçou para construir uma plataforma aberta, personalizável e amigável com serviços de terceiros.

Além de baixar jogos através da marketplace oficial do SO, o M.O.J.O. permite também que seus usuários adquiram títulos da loja do OUYA e do NVIDIA TegraZone. Outra possibilidade é jogar games presentes em sua conta do Steam utilizando o OnLive CloudLift, um serviço recentemente lançado pela OnLive que possibilita a execução via streaming de games instalados em seu PC em qualquer dispositivo móvel equipado com Android.

Por fim, é interessante observar também que a Mad Catz permite – e até mesmo incentiva – que seus consumidores realizem o processo de root no M.O.J.O., abrindo ainda mais possibilidades de customização do aparelho. Diferente do que ocorre em tablets e telefones celulares, a garantia do produto não é anulada caso ele seja rootado pelo usuário.

Cadê o custo-benefício?

No geral, o M.O.J.O. é um dispositivo que agrada. O gamepad do console, bastante parecido com o do Xbox One, é um tanto confortável e anatômico. Também nos chamou a atenção o visual do aparelho em si, que possui um design bem minimalista e discreto – ele é um tanto diminuto e não chamará a atenção seja lá onde ele for posicionado.

É uma pena que o produto tenha sido lançado no Brasil por um preço oficial tão exorbitante – vale comentar que já era possível encontrar o gadget no mercado alternativo há algum tempo, e os valores praticados ultrapassavam os R$ 1,7 mil. Ainda assim, lembremos que o M.O.J.O. é o único console Android oficialmente lançado no Brasil e, analisando desta forma, o SHIELD e o OUYA não podem competir com ele no mercado nacional. E você, o que achou do vídeo game da Mad Catz?

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