Os pesquisadores David Pech e Daniel Guay, da Centro Nacional da Pesquisa Científica da França (CNRS), publicaram na última quarta-feira (30) um documento comentando sobre novos avanços obtidos em estudos com supercapacitores.

Embora a tecnologia por trás desses componentes seja antiga e bem conhecida na indústria, a pesquisa descobriu que, ao aumentar o tamanho do cátodo poroso do megacapacitor, é possível obter a mesma densidade energética alcançada atualmente em baterias baseadas em lítio. A vantagem do ultracapacitor quando comparado com uma bateria tradicional é que ele pode ser recarregado em pouquíssimo tempo e oferecer uma autonomia superior.

Entretanto, como o cátodo é feito de materiais raros e caros, como ouro e óxido de rutênio, os pesquisadores foram atrás de uma solução mais barata. A alternativa que apresentou melhores resultados foi um elétrodo 3D feito com ouro poroso que aumentou drasticamente a área de contato sem exigir que o componente precisasse ser denso e caro.

A placa com apenas alguns milímetros quadrados torna viável a utilização de materiais nobres e expande a densidade energética de forma tão significa que o supercapacitor se transforma em uma bateria de alto desempenho. Segundo Daniel Guay, a descoberta pode fazer com que, no futuro, megacapacitores substituam microbaterias, que poderão oferecer até 1 mil vezes mais densidade energética.

Embora a descoberta seja promissora, não há atualmente nenhum projeto sólido divulgado que utilize o princípio revelado pelos cientistas, o que significa que podem se passar alguns anos até que vejamos um produto comercial tirando proveito do novo tipo de bateria.

Cupons de desconto TecMundo: