Embora a combinação entre calor e baterias quase sempre resulte em acidentes trágicos, alguns pesquisadores acreditam que a relação entre esses dois elementos distintos pode ser benéfica. Segundo cientistas da Universidade da Califórnia, a aplicação correta de quantidades moderadas de calor pode ser usada para estender o tempo de vida total dos acessórios disponíveis atualmente no mercado.

Durante os ciclos de recarga, as baterias de íon-lítio começam a se degradar lentamente, sendo que um dos fatores envolvidos é o crescimento de pequenas fibras de anodos de lítio que se espalham pelo eletrólito. Esses elementos — chamados de dendritos — podem provocar curtos-circuitos ou cortar o acesso a partes dos eletrodos, diminuindo a capacidade total de uma bateria.

Os cientistas acreditam que a aplicação de temperaturas de até 55°C pode diminuir em 36% a presença de dendritos, aumentando o tempo de vida útil de uma bateria. Segundo eles, o aumento de temperatura faz com que os átomos desse subproduto se realinhem em uma forma mais compacta, diminuindo os efeitos negativos causados por eles.

Como eletrônicos tendem a aquecer por conta própria, é concebível que a aplicação de calor à bateria poderia ser feita de forma automática, mas isso exigiria o uso de processos cuidadosos de forma repetida. No entanto, a solução parece um método viável de melhor o desempenho dos equipamentos disponíveis no mercado de forma relativamente simples.

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