Enquanto alguns tentam criar baterias super-resistentes com tecnologias completamente novas, outras propostas vêm com ideias mais simples, mas não menos interessantes, para solucionar alguns problemas com relação ao quão seguros são esses componentes. É o caso, por exemplo, da maneira encontrada por um estudante de doutorado da Universidade de Michigan, que promete dar fim às chances de uma bateria explodir espontaneamente.

E como ele faria isso? Simples: com kevlar. Não, ele não quer tornar a bateria à prova de balas, mas o fato é que o famoso tecido, além de super-resistente, também suporta altas temperaturas. E ainda, por coincidência, evita exatamente a causa das explosões esporádicas desses componentes.

Para quem está se perguntando sobre como ocorrem as explosões, nós explicamos. Uma bateria Li-ion funciona trocando íons de lítio entre camadas de eletrodos, separadas por membranas isolantes, através de caminhos específicos. O problema é que, em alguns casos, os átomos de lítio acabam por se organizar em estruturas chamadas dendritos – estes continuam crescendo até perfurar as membranas isolantes e causar um curto-circuito ao tocar outro eletrodo.

É aí que entra o kevlar: segundo a Universidade, pesquisadores teriam descoberto que a malha do material possui poros pequenos demais para serem perfurados ou atravessados por esses dendritos. Assim, a troca de íons ainda ocorre, mas as explosões simplesmente não têm como ocorrer.

Melhor em todos os sentidos

Ficou impressionado? Mas isso não é tudo, pois a membrana de kevlar ainda é um ótimo isolante elétrico e se mostra muito mais fina do que as usadas normalmente. Como resultado, é possível armazenar uma quantidade maior de energia em um espaço menor.

A única má notícia disso tudo é que a bateria ainda está em desenvolvimento. Porém, por sorte, não vai demorar muito para que ela se torne realidade e possa começar a aparecer em alguns aparelhos, visto que a previsão para que essa superbateria entre em produção é para algum momento de 2016.

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