Você já deve ter cansado de ver aqui no TecMundo as novas promessas de baterias que duram mais e gastam menos: já tivemos exemplos de tecnologias que usam areia da praia e até açúcar como arma para aumentar a durabilidade. Mas a resposta pode estar mais perto do que imaginávamos: cientistas da Universidade de Stanford alegam a descoberta de uma fonte de energia poderosa usando o próprio lítio, o mesmo material trabalhado atualmente.

A diferença é que a equipe afirma ter obtido um ânodo estável de lítio, criando uma bateria "pura" que extrai o máximo da substância e aumenta a própria eficiência. A ideia é ampliar em até quatro vezes o desempenho dessas peças.

O segredo do Santo Graal

Para explicar o funcionamento, é preciso voltar às aulas de Química. A bateria tem três componentes: o eletrólito, que providencia elétrons; o ânodo, que os descarrega; e o cátodo, que recebe. Os modelos atuais são de íon-lítio, o que significa que a substância age somente no eletrólito, mas não no ânodo — e obter um ânodo de lítio puro é o que os cientistas mais desejam.

Um dos professores da equipe, Yi Cui, afirma que o material é chamado de "Santo Graal"  por ter um enorme potencial que ainda permanece escondido. Como ânodo, o lítio é leve e tem alta densidade de energia (ou seja, armazena muita em um pequeno volume, resultando em baterias menores e poderosas).

Por enquanto, apenas "um grande passo" foi dado na pesquisa com ânodos de lítio, mas isso não significa que ele será adotado logo. São vários os obstáculos: o ânodo de lítio expande demais na hora do carregamento (causando rachaduras na bateria), esquenta absurdamente e reage demais quimicamente com o eletrólito, reduzindo a vida útil. A solução, por enquanto, é usar nanoesferas de carbono para tentar estabilizar esses processos.

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