A estrutura da bateria, que lembra uma esponja, é a responsável pela recarga quase imediata. (Fonte da imagem: Gas 2.0)

Quando o assunto é o carro elétrico, o combustível é uma preocupação constante de consumidores e cientistas: se a bateria elétrica se esvair, o veículo fica refém de uma fonte alternativa de energia (caso ele seja híbrido) ou simplesmente para no meio da rua. Além disso, algumas horas seriam gastas para recarregar o automóvel.

É para evitar situações como essa que pesquisadores da Universidade de Illinois estão desenvolvendo um novo tipo de bateria, capaz de recarregar em tempo recorde – praticamente o mesmo período gasto para encher um tanque de gasolina. O mesmo valeria também para seus gadgets favoritos, que passariam muito menos tempo plugados na tomada.

Segundo o Gas 2.0, por fora, a nova bateria é exatamente igual a qualquer outra de íon-lítio. É no interior dela que a mágica acontece: os cátodos presentes em sua composição possuem nanoestruturas em 3D, lembrando o formato de uma esponja. Elas que seriam as responsáveis por fazer com que a energia seja gasta e recuperada rapidamente, tudo sem diminuir a capacidade de armazenamento.

Como faz?

A fabricação é complicada: a superfície da bateria é coberta com pequenas esferas, formando uma espécie de grade de proteção. Em seguida, o espaço entre elas é preenchido com metal. Os corpos circulares são então derretidos para criar uma estrutura porosa em 3D, que em seguida passa por um processo chamado eletropolimento, uma ação que expande os poros sem alterar a química do produto.

O resultado é um eletrodo bicontínuo com várias ligações em seu interior e exterior, fazendo com que os íons de lítio movam-se rapidamente pela estrutura de metal. Ainda não há previsão para o fim dos estudos e a comercialização dessa nova bateria.

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