(Fonte da imagem: Reprodução/Vanity Fair)

Uma guerra sem disparos já começou: a ciberguerra promete trazer empresas, nações e usuários comuns para o campo de uma batalhar virtual. Um artigo publicado pela revista norte-americana Vanity Fair explica como esses conflitos estão acontecendo e questiona as implicações desse “jogo perigoso”, ainda sem regras definidas.

“Silent War” (Guerra silenciosa, em tradução livre), escrito por Michael Joseph Gross, aborda de forma detalhada os ataques e invasões recentes que trazem governos e companhias privadas para a área de conflito.

Empresas contra Estados contra Hackers

Jornalista e escritor, Gross levanta questionamentos que ainda não foram esclarecidos dentro do novo conceito de guerra virtual. Entre elas, se destacam duas perguntas pertinentes:  “O governo dos Estados Unidos deveria explorar brechas no Windows e lidar com o potencial dano à imagem da Microsoft ao fazê-lo?” e “Quem deve pagar a conta quando os bancos dos Estados Unidos sofrem ataques?”.

Enquanto descreve a ciberguerra, o jornalista ilustra diversas situações em que o conflito entre Estados pode atingir companhias privadas. O vírus Flame é um dos exemplos. O malware teria se espalhado em várias redes no Irã e em outros países do Oriente Médio ao se disfarçar como o Windows Update, solução da Microsoft para atualização de seu sistema operacional.

Isso não chega a ser algo surpreendente, a não ser pelo fato de que o Irã acusa os Estados Unidos e Israel pela criação do Flame.

Pior do que uma bomba atômica?

Gross retrata o início do conflito e seu desenvolvimento e aponta que a proposta dos Estados Unidos para impedir a proliferação nuclear pode ter desencadeado uma ameaça ainda maior. “Não há nenhum disparo, apenas cliques. O conflito cibernético entre os Estados Unidos (e seus aliados) e o Irã (e seus aliados) está mudando a definição de guerra”, comenta o jornalista.

Gross ainda reporta casos em que os hackers estão refinando técnicas primitivas, como os ataques DDoS. “[O ataque] DDoS de Qassam foi especialmente eficaz e, para suas vítimas, extremamente prejudicial, porque ele sequestrou data centers inteiros cheios de servidores para fazer o seu trabalho, gerando dez vezes mais tráfego do que os maiores ataques DDoS hacktivistas realizados anteriormente”, comenta.

O artigo, na íntegra, está disponível no site da Vanity Fair (conteúdo em inglês).

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