Observatório de Arecibo, um dos poucos capazes de enviar mensagens a distâncias planetárias

Fonte da imagem: Wikipedia

Os astrofísicos Dimitra Atri, Julia DeMarines e Jacob Haqq-Misra esperam mudar a forma como tentamos nos comunicar com civilizações extraterrestes. De acordo com o trio, formado por membros dos Estados Unidos e da França, um protocolo poderia melhorar a nossa tentativa de comunicação, enviando mensagens que pudessem ser decodificadas mais facilmente.

O protocolo METI (Messaging to Extraterrestrial Intelligence), ainda em desenvolvimento, forneceria normas e especificações para a criação das mensagens enviadas para o espaço, com o objetivo de maximizar a probabilidade de a mensagem ser compreendida por alguém.

De acordo com o artigo dos cientistas (PDF), o protocolo definiria padrões para a codificação dos sinais, o tamanho da mensagem, o conteúdo da informação e o método e a periodicidade da transmissão.

A estratégia de transmissão prevista pelo METI também deve atender a uma linguagem matemática ou física, com o sinal sendo repetido regularmente, para evitar que a mensagem seja confundida com ruído.

Os pesquisadores também sugerem transmissões nas frequências de 1,42 GHz ou 4,46 GHz, para que coincidam com as radiofrequências normalmente observadas na natureza. Além disso, frequências como essas seriam mais fáceis de ser detectadas por civilizações com capacidades técnicas inferiores.

Já que existem poucos radiotelescópios capazes de transmitir mensagens a distâncias planetárias, como o de Arecibo, em Porto Rico. Sendo assim, os pesquisadores esperam conseguir uma estação dedicada para conduzir envios regulares de mensagens, mas isso envolverá contribuição e colaboração internacional.

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