(Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

O iPhone não foi o primeiro smartphone a chegar ao mundo, mas dizer que o aparelho da Apple redefiniu diretrizes e moldou o segmento que temos hoje. Mas também é difícil não perceber que outras empresas começam a incomodar a liderança de antes. Você deve saber que estamos falando de Google e Microsoft.

Com o Android e com o Windows Phone, respectivamente, essas duas empresas estão conseguindo atingir uma gigantesca parcela dos consumidores de portáteis. Mas será que a Apple pode ficar para trás nesse nicho ou continuará reinando?

Sendo ainda o smartphone mais vendido em diversos países — incluindo os Estados Unidos, que são um dos mercados mais influentes de todo o mundo —, o iPhone perde espaço no quesito “sistema operacional”. Analisando apenas este Market share (porcentagem que cada empresa possui no mercado), o Android é líder absoluto — com quase 80%.

O Windows Phone ainda está bem longe dessa porcentagem, mas é preciso reconhecer os avanços do sistema da Microsoft. E será que os esforços da Google (Android) e da Microsoft (Windows Phone) serão capazes de retirar a Apple do topo do mercado internacional? Será que algum dia teremos outros smartphones roubando o “cargo” de referência para o mercado?

Variedade nas prateleiras

Quais os smartphones que podem ser encontrados no mercado com o sistema operacional iOS? Apenas o iPhone, pois ele é uma exclusividade da Apple — a empresa trabalha com ecossistemas mais fechados também no ramo dos computadores. Agora, quando pensamos na quantidade de aparelhos com o sistema Android, a lista pode ir muito além do que a memória humana é capaz de chegar.

(Fonte da imagem: Divulgação/Samsung)

Apenas para citar algumas fabricantes que trabalham com o sistema operacional da Google, temos Samsung, HTC, Sony, LG, Motorola e uma série de outras de menor influência no mercado dos aparelhos top de linha, mas que completam uma gama de dispositivos muito maior do que qualquer outro ecossistema consegue oferecer para os consumidores.

Se pensarmos no Windows Phone, a lista é um pouco menor, mas isso deve mudar em breve. Atualmente, as grandes fabricantes de aparelhos com o sistema da Microsoft são Nokia — a principal delas, oferecendo a linha Lumia internacionalmente — e a Samsung. Como já dissemos, com o crescimento do ecossistema, outras fabricantes devem investir no Windows Phone em breve.

Preço baixo é um grande atrativo

Os iPhones são aparelhos de alto custo e fazem parte de um segmento top de linha. Mesmo que apresente o hardware um pouco inferior aos flagships Android em alguns casos, a performance dele é capaz de competir com qualquer grande smartphone — graças ao ecossistema fechado, a Apple consegue fazer com que o iOS aproveite ao máximo todos os recursos instalados.

(Fonte da imagem: Divulgação/Samsung)

Quando vamos um pouco para baixo na lista de preços de smartphones, não vemos mais a Apple. A quantidade de aparelhos Android com configurações médias ou de entrada é bem grande e possui representantes das principais marcas da atualidade — é possível comprar um celular da Samsung por R$ 300, assim como existem opções que chegam perto dos R$ 3 mil, e o mesmo se aplica a diversas outras fabricantes.

A quantidade de aparelhos vendidos nessas outras faixas de preço é bem importante para colocar o Android no topo do ranking de sistemas operacionais portáteis. No final de 2013, a Google dominava 78,9% do mercado de smartphones, segundo o que mostra o Strategy Analytics. Enquanto isso, o iOS da Apple se vê com apenas 15,5% do mercado — mesmo tendo crescido em relação ao volume de vendas do ano anterior.

E a Apple ainda cresce

O já mencionado relatório da Strategy Analytics mostrou que a Apple teve redução de quase 4% no total do mercado de smartphones entre 2012 e 2013. Apesar disso, é importante notar que a empresa não está em decadência, pois continua crescendo bastante. Em 2012, a fabricante norte-americana vendeu 135,8 milhões de iPhones, enquanto em 2013 esse número chegou aos 153,4 milhões.

Temos a impressão de que a empresa perde espaço por causa do avanço rápido do Android. E, apesar de a Samsung ser a líder mundial na distribuição de aparelhos — com mais do dobro dos dispositivos vendidos do que a Apple —, isso acontece por causa dos aparelhos intermediários e de entrada. Será que isso vai mudar em breve?

Android soberano

Quase 80% do mercado de sistemas operacionais portáteis e a representação da maior vendedora de aparelhos do mundo — além dos terceiro, quarto e quinto colocados nesse Top 5 — trabalham com o Android.  O sistema operacional foi amplamente aderido pelos consumidores e isso acontece por várias razões que já citamos aqui: variedade de aparelhos e a consequente possibilidade de encontrarmos preços mais baixos.

O Windows Phone está avançando?

Quando o Windows Phone 7 chegou às lojas, poucos consumidores apostaram na tentativa da Microsoft no mundo dos smartphones — o Windows Phone 6 tinha sido fraco e poucos pensavam que investir no sucessor poderia resultar em algo interessante. Depois das boas impressões que o sistema deixou, o mercado começou a abandonar a resistência contra o Windows Phone e abriu caminho para a versão 8.

(Fonte da imagem: Divulgação/Nokia)

É claro que o Windows Phone 8 ainda está bem longe dos líderes do mercado. Mesmo estando na terceira colocação, são apenas 3,9% atualmente e o instituto IDC prevê que até 2018 esse número não passe de 7% — sendo que o iOS da Apple deve manter números similares aos de hoje, enquanto o Android pode sofrer uma leve redução.  É válido lembrar que essas previsões mantêm as estimativas de aumento nas vendas para todos os sistemas.

(Fonte da imagem: Reprodução/IDC)

Em mercados emergentes, nos quais há bastante fidelidade por parte dos consumidores para a Microsoft, o Windows Phone consegue números bem interessantes com os aparelhos intermediários e de entrada. Isso é bem evidente com os Nokia Lumia de menor desempenho, que se tornaram boas opções para consumidores que não querem investir no Android ou nos iPhones.

Uma prova bem contundente de que o Windows Phone deve seguir alguns dos passos do Android está no Lumia 520. O aparelho é o mais barato produzido pela Nokia e é também o mais vendido de todos — superando os intermediários e também os tops de linha produzidos pela mesma empresa. É bem provável que a Microsoft mantenha seus principais esforços nessas séries mais básicas de aparelhos.

O que ainda falta?

Você deve estar acostumado a ver aqui no Tecmundo algumas notícias sobre lançamentos de apps dos mais diversos tipos. Algo que existe em grande parte deles é a disponibilidade para iOS e Android — muitas vezes excluindo o Windows Phone ou fazendo com que o lançamento para esse sistema seja um pouco atrasado. Isso mesmo, alguns dos mais importantes aplicativos portáteis ainda não chegaram à plataforma da Microsoft.

(Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft)

Essa lista inclui o Facebook, que não possui uma aplicação oficial. Por muito tempo, ela também incluía o Instagram e diversos outros nomes de peso da indústria mobile. Mas isso deve ser menos frequente ao passo em que o sistema operacional avança no mercado — pelo menos com aplicativos de desenvolvedores mais conhecidos.

Outro ponto que pode influenciar os consumidores a adotarem o Windows Phone é o ecossistema da Microsoft. A empresa pretende aproximar os celulares dos computadores, permitindo uma série de sincronizações entre seus serviços — incluindo o Office. Caso isso seja bem aceito pelo público, é provável que alguns perfis de usuários mais profissionais migrem para a plataforma em um futuro próximo.

A importância dos tops de linha

Apesar de as empresas disputarem o topo com os aparelhos mais poderosos, muitas delas veem nesse nicho apenas uma oportunidade de ampliar os ganhos com aparelhos de custos mais baixos. A Nokia, como acabamos de mostrar, encontra no Lumia 520 o seu smartphone mais vendido entre todos os outros. Mas é claro que ela não pode se manter apenas nesse patamar do mercado.

Como Stephen Elop disse ao CNET, os aparelhos tops de linha são de extrema importância por questões de marketing e inovação. Um consumidor prefere comprar um dispositivo de baixo custo de uma empresa que seja reconhecida e isso é bem evidente — basta vermos a quantidade de aparelhos da Samsung que são vendidos em comparação com marcas menos conhecidas, como a ZTE ou a Huawei.

Tendo isso em mente, fica claro por que as empresas que trabalham com muitos aparelhos acabam investindo em diversos segmentos. É claro que algumas se mantêm apenas no topo, como a Apple e a HTC, mas por via de regra as fabricantes investem bastante em variedade. Será que isso pode fazer com que os aparelhos Windows Phone e Android roubem o lugar dos iPhones algum dia?

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Sabendo que a Microsoft e a Google continuam avançando no mercado de smartphones, você acha que a Apple está ameaçada de alguma forma? Será que algum dia a empresa sofrerá uma crise similar à da Nokia — que foi líder absoluta no mundo dos celulares por vários anos e na era dos smartphones viu seu império sendo desmontado aos poucos — ou existe uma blindagem para isso em Cupertino?

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