Apple e Amazon querem abrir sebo virtual. (Fonte da imagem: Reprodução/Biblioteca IFSP)

Comprar livros, CDs, DVDs e outros produtos usados em sebos é uma prática bastante comum, principalmente quando você não quer gastar muito e, ainda assim, consumir o conteúdo. De fato, esse sistema é bastante natural quando lidamos com produtos físicos, mas, com os digitais, a conversa parece não ser tão simples. Querendo inaugurar a prática da “revenda” de ebooks, músicas e outros, Apple e Amazon registraram recentemente seus pedidos de patentes para começar a fazer isso.

Ainda assim, ambas as empresas não devem agradar aos fornecedores desses conteúdos, já que, para a maioria deles, a revenda de conteúdo digital poderia acabar com o mercado de “arquivos novos”.

Mesmo com os pedidos de patentes das duas empresas registrados, ainda não se sabe exatamente como isso poderia funcionar. Nos EUA, um site que promovia a compra e venda de músicas usadas foi processado por uma gravadora e venceu a peleja provando que não havia ali a intenção de propagar cópias ilegais. Na Europa, o mesmo aconteceu, e um tribunal confirmou que as pessoas podem sim revender qualquer tipo de propriedade que possuam.

Escritores também entraram na briga e, no The New York Times, Scott Turow se perguntava: “Quem vai querer ser estúpido o suficiente para comprar um livro recém-lançado pelo preço total quando, em uma semana, todo mundo poderá comprar por uma pechincha?”

Mesmo com os registros, eles ainda não foram de fato transformados em patentes e, por enquanto, não há como saber quando esse tipo de comércio pode mesmo ser realizado pelas empresas.

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