A era dos famigerados cabos de carregamento parece ter dado mais um passo em direção ao seu fim, já que algumas contratações recentes sugerem que a Apple está preparando o carregamento sem fio para o seu próximo iPhone.

A Maçã contratou dois engenheiros – um especializado em carregamento sem fio e outro em tecnologia ultrassônica – da startup uBeam, que está criando um carregador que, além de ser sem fio, é supostamente capaz de carregar aparelhos a uma grande distância. "Supostamente" porque um desses engenheiros escreveu, na semana passada, um post em seu blog dizendo que é tudo uma mentira e que o produto não tem qualquer aplicabilidade comercial.

O fim dos cabos? Talvez

A questão é que essas duas contratações fazem parte de uma leva de mais de uma dúzia de profissionais especializados em carregamento sem fio. Isso reforçou bastante o rumor que surgiu no início do ano, que dizia que a Apple pretende adotar a tecnologia já para o seu próximo iPhone – e não é só criar uma base de carregamento não, o plano é que seja disponibilizado um dispositivo bem mais avançado, que permita ao usuário, por exemplo, andar livremente na sala enquanto o aparelho é carregado à distância.

Uma tecnologia disputada

Você deve ter se perguntado se a ideia da Apple não é exatamente o que a uBeam está se propondo a fazer – e está quase certo. Mas as duas empresas não estão sozinhas.

A questão é que a Maçã registrou patentes da tecnologia antes, em 2010 mais especificamente, quando foi elaborado um esquema de carregamento wireless para múltiplos aparelhos através de um PC, utilizando a chamada "ressonância por proximidade de campo magnético". A uBeam, por sua vez, pretende usar ondas ultrassônicas.

Central de recarregamento da Energous: assim como os demais produtos anunciados, nada de concreto foi apresentado ao público ainda

Tanto a Apple quanto a uBeam se juntam a outras empresas que também querem tornar o carregamento à distância uma realidade, mas ainda não conseguiram – ou pelo menos não fizeram nenhuma demonstração válida de que seus produtos funcionam. É o caso da Ossia e da Energous, ambas afirmando que a ação é possível através de radiofrequência.

No final, o objetivo pode acabar sendo outro (ou não)

Como as contratações da Apple vêm acontecendo há dois anos, é possível que elas tenham sido feitas com outros planos em mente por parte da empresa. Isso porque os smartwatches dela já possuem uma função parecida – o carregamento por indução – e, no caso dos engenheiros de tecnologias ultrassônicas, a aplicação pode ser para fins de detecção em wearables.

De qualquer forma, é possível afirmar que a Apple, assim como as grandes empresas de tecnologia, sempre estão buscando uma forma de inovar – e um carregamento sem fio à distância certamente a colocaria a frente das concorrentes, algo que ela está buscando depois de apresentar sua primeira queda de receita nas vendas do iPhone no período de um ano.

Somado ao investimento de 200 bilhões em pesquisa e desenvolvimento, restam poucos indícios que apontam para uma direção diferente.

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