Se você não estava dando muita atenção para as eleições presidenciais dos Estados Unidos, que acontecem neste ano, agora existe um motivo até para entrar na torcida. No caso, torcer contra Donald Trump pela indicação ao partido Republicano (algo bem próximo de acontecer) ou até uma eventual vitória contra o selecionado pelos democratas.

E não é só pelas declarações misóginas ou xenófobas, além da falta de propostas que realmente caberiam a um presidente. Acontece que Trump tem um plano bem específico envolvendo a Apple: ele pretende obrigar a empresa a fabricar todos os seus produtos e componentes nos Estados Unidos, em vez de utilizar mão-de-obra chinesa, vietnamita ou taiwanesa. Esse discurso faz parte da campana para "fazer da América grande novamente" e não se curvar aos interesses ou serviços de outros.

Só ladeira abaixo

Só que aí existe um conflito claro que seria não só muito difícil de ser realizado, mas também bastante problemático para a Apple e para o consumidor. Para começar, o presidente precisaria tomar muitas atitudes para impedir a Apple de ir para outros países — aumentar tarifas de importação, por exemplo. Porém, a ideia de que uma empresa tão teimosa quanto a Apple realmente seria convencida é bem vaga.

Além disso, a cadeia de fabricação de peças do iPhone em vários países otimizou e até barateou um processo bastante complexo — e quebrá-lo envolveria descartar equipamentos caríssimos e ter que comprá-los novamente nos EUA.

"Nós vamos fazer a Apple construir seus malditos computadores e coisas neste país em vez de em outros países"

Se isso acontecesse, a empresa seria obrigada a aumentar o preço de todos os produtos para manter a margem de lucro, além de fazer cortes em áreas como as Apple Stores ou na estrutura corporativa (leia-se demissões em massa). Subindo o preço-base na terra-natal, no Brasil o valor seria ainda mais estratosférico.

Na "melhor" das hipóteses, a empresa desenvolveria um processo totalmente robotizado que seria mais barato, mas custaria muitos empregos nas fábricas. Em resumo, talvez seja melhor começar a torcer por Ted Cruz, John Kasich, Hillary Clinton ou Bernie Sanders.

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