O Windows Phone, sistema operacional da Microsoft para combater o Android e o iOS, foi lançado em 2010 como uma alternativa para os consumidores. No começo, muitos acreditaram que essa opção poderia representar uma ameaça para os concorrentes, mas ele nunca chegou a arranhar a soberania dos dois SOs no topo.

Agora, parece que a mídia internacional já está declarando a morte definitiva do Windows Phone – o que também pode incluir o Windows 10 Mobile. No último trimestre, 4,5 milhões de dispositivos Lumia foram vendidos em todo o mundo, bem menos que os 10,5 milhões durante o mesmo período um ano antes. Isso representa uma queda de 57%, número gigantesco e que deve preocupar muito a Microsoft. Nem mesmo um crescimento na mesma proporção resolveria o problema para a empresa.

Morrendo

No total, Microsoft e Nokia venderam um total de 110 milhões de Windows Phones, valor insignificante quando comparado aos 4,5 bilhões de aparelhos Android e iOS que já foram entregues aos consumidores. De acordo com um relatório do IDC, 400 milhões de dispositivos foram vendidos no último trimestre, sendo que 1,1% são aparelhos Lumia. Nem mesmo o Lumia 950 e o Lumia 950 XL equipados com o Windows 10 Mobile conseguiram salvar a situação.

Com essa queda vertiginosa, é difícil imaginar uma solução para esse quadro. A situação problemática não é exatamente nova, o que torna tudo ainda mais complicado. Como os esforços da Microsoft para combater a queda já foram apresentados – mais aparelhos Lumia e a chegada do Windows 10 Mobile –, é bem provável que esse seja o começo da morte do sistema operacional.

Pulando fora

Outra prova de que o SO está para morrer é a debandada dos desenvolvedores de aplicativos. A perda de espaço no mercado forçou a Tencent, responsável por aplicativos como QQ e WeChat – muito populares no mercado asiático –, a abandonar de uma vez por todas o Windows 10 Mobile. A empresa ainda culpa a Microsoft por causa disso.

A companhia de desenvolvimento de apps explica que “apesar da era do Windows 10 Mobile estar começando, não poderemos acompanhar de perto este tempo. Não é porque estamos mudando, mas a realidade é cruel, o que nos impulsiona a mudar e buscar adaptação com os novos tempos”.

Fôlego para o Surface

Em contrapartida, a linha Surface tem respirado um pouco mais aliviada no mercado. Com o Surface Pro 4 e o Surface Book, a Microsoft experimentou um crescimento de 29% nas vendas do último trimestre, passando de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,35 bilhão no mesmo período. Será que isso vai ser o suficiente para sustentar a linha de dispositivos da empresa?

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