Analisamos o Roomba, o robô que faz a faxina em sua casa [vídeo]

Um robô programado para limpar a sua casa. Confira nossa análise em vídeo.
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Por Danilo Amoroso em 25 de Janeiro de 2012

“Menos afazeres, mais vida”. Esta é a proposta do Roomba, um robô-aspirador fabricado pela iRobot. O Tecmundo testou o modelo 560, e você confere as nossas impressões em mais uma análise especial.

Aparência e primeiro contato

O Roomba 560 tem 34 centímetros de diâmetro e 9 centímetros de altura. Ele pesa 3,7 kg. Não é pesado, mas é um pouco grande. É sempre necessário utilizar as duas mãos para carregá-lo e mexer nele (sendo preciso fazê-lo com frequência, para limpá-lo).

Ao abrir a caixa, é possível identificar com facilidade a base, o carregador, os dois dispositivos que funcionam como paredes virtuais e os demais acessórios (um filtro extra e uma cerda de limpeza). A montagem da base é simples. Ela se conecta ao aspirador por meio de dois sensores. Você sabe que a conexão está correta quando uma luz verde se acende na base. Com a bateria carregada, basta clicar em um botão para o Roomba começar a limpeza.

Analisamos o Roomba, o robô que faz a faxina em sua casa [vídeo]

Ambientes, limitador e identificação de paredes

O Roomba tem uma lista de recursos digna de ficção. De acordo com a fabricante, o sistema de limpeza tem três estágios para remover até 98% de sujeira e pó de diferentes superfícies. O aspirador se ajusta automaticamente a pisos de carpete, azulejo, madeira e linóleo.

Um detalhe é que você pode limitar as áreas nas quais o robô pode entrar. Ele vem com dois dispositivos que funcionam como paredes virtuais. Ambos utilizam duas pilhas de tamanho C, as quais não estão incluídas na caixa.

Os sensores do Roomba 560 detectam áreas mais sujas e fazem com que o aspirador passe mais vezes nelas. Realmente, o robô se foca bastante em certos pontos de um ambiente. Durante nossos testes, ficou claro que ele repete os movimentos em certos lugares, mas é importante ressaltar que ele passou por locais já limpos.

O Roomba é muito mais silencioso do que um aspirador comum, mas não é tanto assim. A presença do robô no ambiente é facilmente perceptível pelos sons que ele emite. Por isso, é melhor utilizar o recurso de programação para que o aparelho faça a faxina quando ninguém estiver em casa.

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De maneira geral, o Roomba tem boa identificação de paredes. Ele é capaz de desviar de vários obstáculos com eficiência. O problema é que, às vezes, o aspirador as atinge com certa força, o que pode causar marcas e arrancar tinta.

O Roomba desvia de obstáculos, mas não faz milagres. Ligar o aspirador em um quarto bagunçado e esperar que ele resolva é criar expectativas exageradas. O ideal é manter o ambiente com o mínimo de obstáculos possível para que o ele faça o trabalho com mais eficiência.

Por causa da pouca altura, o robô pode limpar embaixo de móveis, cadeiras, camas, sofás etc., e este é um dos maiores benefícios do aparelho. É inegável que ele alcança lugares muito chatos e incômodos de limpar, sem dúvidas.

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Cantos, agendamento e a volta para a base

Ele conta com três cerdas especiais para fazer a limpeza de cantos. No entanto, elas servem para espanar a sujeira de um canto para um ponto mais central. A ideia é inteligente, mas não garante que todo e qualquer canto será limpo.

Para não precisar percorrer um cômodo inteiro, o aparelho tem o recurso Spot Clean, que serve para limpar rapidamente um ponto concentrado de sujeira. É uma opção inteligente, já que o ciclo completo do robô pode demorar 30 minutos em um só ambiente.

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Um dos recursos mais inteligentes do Roomba 560 é o agendamento da faxina. É possível programar o aspirador para que ele funcione em horários fixos, sendo possível definir horas diferentes para cada dia da semana. Assim, ele funciona somente quando é mais conveniente para você. O ajuste do relógio e do funcionamento automático é simples, e o recurso se mostrou bem eficiente.

Outra capacidade que chama a atenção é a volta para a base de carregamento. O aspirador faz isso automaticamente quando a faxina acaba ou quando a bateria está fraca. A “manobra” é bem controlada, e este recurso também nos agradou bastante.

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Conclusões

O Roomba não limpa um ambiente com uma só passada. É necessário que ele passe três, até mais vezes, para eliminar uma quantidade razoável de sujeira. A fabricante diz que até 98% da sujeira é eliminada, mas há ressalvas: o aparelho é eficiente na remoção de sujeiras pequenas e secas. Sujeiras maiores e pisos molhados, nem pensar. Contudo, o agendamento da limpeza e a facilidade para ativar o robô são grandes atrativos.

O maior problema do Roomba é a dedicação necessária para mantê-lo limpo. As cerdas e o reservatório acumulam sujeira com facilidade, e a limpeza deles faz-se constante. Isso sem mencionar o filtro, que precisa ser trocado periodicamente. Quer dizer, você até consegue diminuir o trabalho com a faxina, mas ganha outro trabalho tão chato quanto: o de limpar o robô várias e várias vezes.

Para os brasileiros, outro problema bem grande é o preço. Este modelo, o 560, custa US$ 399 no site oficial da fabricante. No Brasil, este valor passa dos R$ 1.000 (modelos mais novos podem chegar a R$ 2.000). Com certeza, um preço salgado para um benefício não tão grande.



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