Como funciona o IMAX?

Imagens gigantes em altíssima resolução e sensação de fazer parte do filme. Desvende os mistérios por trás da tecnologia dos cinemas IMAX.
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Por Wikerson Landim em 28 de Julho de 2009

Que tal assistir um filme em uma tela com mais de 250 m², som cristalino e ter a perfeita sensação de que você faz parte daqueles cenários e sequências de ação que estão sendo mostradas na tela? Pois saiba que isso não só é possível como também é uma tendência para o cinema do futuro.

Mas como é possível projetar imagens em resolução tão alta, sem perder a qualidade? Como é possível ter a nítida sensação de estar dentro do filme quando, na verdade, você está sentado confortavelmente em sua poltrona? Prepare a pipoca e confira tudo sobre a tecnologia IMAX. Seu cineminha do final de semana nunca mais será o mesmo.

IMAX, uma tecnologia quarentona

Isso mesmo. Foram precisos exatos 38 anos desde o seu surgimento para que a tecnologia IMAX chegasse ao Brasil. E isso aconteceu nesse ano, com a inauguração dos dois primeiros cinemas do gênero, um em São Paulo e outro em Curitiba, por aqui.

Tornar as telas cada vez maiores e, com isso, proporcionar uma experiência única para o espectador sempre foi um dos maiores desejos da indústria cinematográfica. Mas de nada adiantaria apenas ampliar as imagens se houvesse perda de resolução nesse processo. Afinal todos queriam qualidade e não uma imagem enorme granulada e cheia de falhas.

Para entender como isso foi possível, precisamos mergulhar na origem do próprio cinema. As imagens em movimento dos primeiros filmes rodados pelos Irmãos Lumiére, na prática, reaproveitavam a tecnologia já consagrada na época pela fotografia. Assim, os filmes utilizados eram do formato 35 mm, bitola criada em 1889 por George Eastman.

Exemplo de filme 35 mm. Do lado esquerdo as duas faixas representam as bandas de som.


Com a introdução do som no cinema, em 1927, o que houve foi uma adaptação do formato, para ganhar as bandas sonoras. Mas desde a época do cinema mudo até os dias de hoje o tipo de filme utilizado, com raras exceções, continuou sendo o mesmo. Para se ter uma idéia até 2007, mesmo com avanço das tecnologias digitais, o 35 mm ainda era o formato mais utilizado, tanto na filmagem quanto na produção.

Ainda muito antes do IMAX, na década de 50, foi criada a bitola 70 mm. Ela foi concebida visando fornecer imagens em qualidade superior ao filme 35 mm e maiores possibilidades de som. Para se ter uma idéia, um filme 35 mm tem duas bandas sonoras (o som estéreo que conhecemos) e o filme em 70 mm pode ter até seis bandas sonoras.


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