Uma das premissas da Microsoft na família Xbox, desde o primeiríssimo console, sempre foi escutar o feedback dos jogadores e, assim, criar uma relação estreita, em que a empresa analisa diversos pedidos para, dessa forma, viabilizar novos projetos e trazer novidades relevantes ao seu público. O torneio mundial de Halo, por exemplo, é um deles. As eliminatórias de times da América Latina estão ocorrendo na Cidade do México, onde o TecMundo está presente para conferir os detalhes de perto e conversar com os principais nomes do panteão da companhia.

Aproveitamos a ocasião para trocar uma ideia com Erick Baca, diretor regional de Xbox LATAM, e saber como exatamente nasceu essa iniciativa de criar um campeonato mundial de Halo, algo que, até então, não existia em caráter oficial (leia-se organizado pela Microsoft), mas que, se pararmos para pensar... Bem, por que não existia? Uma vez que Halo sempre foi uma franquia com jogatina tão competitiva em suas diversas modalidades multiplayer?

E de onde, enfim, nasceu essa ideia de criar um Halo World Championship? A resposta de Baca foi enfática: "Dos jogadores. Desde que implementamos um sistema de feedback mais organizado e realmente acessível a qualquer jogador, temos escutado absolutamente todas as sugestões e analisado cada pedido. Muitas das novidades que trazemos são apelos vindos deles", explicou o executivo.

Brasil participativo

Frank O'Connor, diretor de desenvolvimento de Halo na 343 Industries, pensa de forma parecida - e ainda ressalta que o Brasil é um "importante articulador" nesse sistema de feedback, principalmente com Halo. "Trabalho com a franquia desde sempre. No primeiro Halo, esboçamos aquilo que queríamos para um bom multiplayer e botamos a Xbox Live à prova. Em Halo 2, amadurecemos vários aspectos que foram ainda mais aperfeiçoados em Halo 3. Em Halo 4, admito, falhamos em alguns pontos cruciais, principalmente no que diz respeito ao multiplayer. Mas escutamos tudo que os jogadores diziam no feedback, e o Brasil tem sido um importante articulador nesse processo. Vejam aí o Halo 5 agora, com campeonato mundial e tudo mais", endossou.

Erick Baca, à esquerda, Frank O'Connor, no meio, e Héctor Calvo, à direita, gerente de desenvolvimento de negócios de ESL LATAM

Futuro promissor: possibilidade de mais torneios mundiais

Na visão de Erick Baca, um sistema de feedback eficaz é algo que todas as empresas deveriam adotar. O torneio mundial de Halo, como já citado aqui, nasceu de um apelo dos jogadores e funciona como uma espécie de teste para possíveis outros campeonatos no futuro. "Sim! Gears of War é outra franquia com forte componente multiplayer. A ideia é exatamente essa, que os jogadores falem o que desejam para que, assim, possamos analisar e tentar viabilizar mais campeonatos mundiais no futuro. O que tenho a dizer é isso: continuem enviando seus feedbacks", pediu o diretor.

Essa filosofia da Microsoft parece se estender entre todas as esferas da empresa. Phil Spencer, por exemplo, presente no Brasil durante a BGS 2015, tem a mesma linha de pensamento: manter uma relação muito estreita com os jogadores - inclusive pessoalmente. Nem é preciso dizer o exemplo que o cara deu ao cumprimentar fã por fã durante a feira e trocar uma ideia com qualquer um.

Você utiliza o sistema de feedback que a Microsoft tem para a família Xbox? O que acha da relação dela com os jogadores? Comente no Fórum do TecMundo.