Em breve, teremos mais uma opção de operadora para telefonia móvel aqui no Brasil: os Correios estão se preparando para ofertar seu próprio serviço de rede celular em todo o território nacional. Não, você não leu errado: a empresa pública, responsável por levar nossas encomendas para cá e para lá, pretende entrar nesse ramo e oferecer um chip próprio.

Não pense, contudo, que os Correios passarão a construir antenas para atender seus usuários. A marca pretende entrar nesse mercado como uma operadora virtual, ou seja, utilizará a infraestrutura de uma operadora já existente e apenas maquiará o serviço com seu próprio logotipo. Um edital para firmar essa parceria acaba de ser aberto, e as companhias interessadas devem submeter suas propostas até o dia 17 de março.

Isso significa que, caso um dia você venha a comprar um chip dos Correios e inseri-lo no seu celular, o sinal telefônico recebido será da Oi, da Claro, da TIM ou da Vivo. Resta saber quem emprestará suas antenas – e quais diferenciais os Correios pretendem implantar no serviço para diferenciá-lo dos demais. De acordo com a Agência Brasil, o valor mínimo para que a operadora virtual comece a trabalhar está estimado em R$ 282 milhões.

Vale observar que, embora seja relativamente nova no Brasil, a modalidade de operadora virtual faz muito sucesso ao redor do mundo. No estrangeiro, a prática é conhecida como MVNO (sigla para “Mobile Virtual Network Operator” ou Operadora Móvel com Rede Virtual). Em nosso país, a única empresa que já se aventurou nessa estratégia foi a Porto Seguro Conecta, que usa a infraestrutura da TIM para oferecer serviços de telefonia móvel.

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