Qatar apresenta protótipos de estádios para a Copa do Mundo 2022 que esbanjam tecnologia

Entre eles, um estádio que não usaria apenas um telão, e sim toda a parte externa como um display.
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Por Danilo Amoroso em 25 de Maio de 2010

A Copa do Mundo de 2022 parece distante, mas não para quem quer sediá-la. A FIFA – entidade máxima do esporte – já recebeu as propostas dos países que querem sediar o evento, entre eles o Qatar. O dossiê apresentado por aquele país tem mais de 2 mil páginas com projetos para cobrir todos os requisitos: acomodação, transporte, segurança e ambiente.

Como o Brasil bem sabe e sente “na pele”, os estádios são peças-chave para sediar eventos deste porte. Se depender do Qatar, o que o mundo verá durante a Copa são cinco exemplos incríveis de design, tecnologia de ponta e, melhor de tudo, tecnologia sustentável.

Neste artigo, você vai conhecer estes projetos de estádios inovadores, corajosos e muito, muito modernos. Começando por este vídeo de encher os olhos.

Tecnologia para amenizar o calor

Não é difícil pensar em Qatar e calor. Os organizadores sabem dessa dificuldade e aproveitaram a situação para mostrar ao mundo todo como é possível transformar o teórico pior inimigo de um ambiente no maior aliado.

Os cinco estádios vão converter luz solar em eletricidade para refrescar jogadores e torcida. A temperatura não deverá passar dos 28° dentro dos estádios durante jogos, apesar do calor escaldante do país.

Quando não há competição, o estádio fica “carregando”, acumulando energia solar para usar durante os jogos posteriormente. Será a primeira Copa climatizada da história, caso o Qatar seja escolhido como sede. Tudo isso sem usar nada de carbono.

Para o presente e futuro

Dos cinco estádios apresentados, três serão construídos, enquanto os dois restantes serão adaptados para o torneio.  Cada um terá uma estrutura móvel durante a competição para que a capacidade chegue a 50 mil espectadores.

Destaque para a parte móvel no projeto do estádio.

Acabado o campeonato, essas estruturas serão desmontadas e doadas a países que sofrem com a falta de infraestrutura para o esporte. Os estádios voltam a ter sua capacidade original, com média de 25 mil espectadores. O sistema de climatização também será exportado a nações que sofrem com altas temperaturas.

Cada estádio tem um elemento da cultura do Qatar. Confira agora o projeto de cada um deles.

Al-Rayyan

Este é o projeto mais audacioso e surpreendente. O estádio já existe, e tem capacidade para 25 mil pessoas. Com a estrutura móvel, vai abrigar 45 mil. O mais impressionante é uma membrana na parte externa que funciona como uma tela onde são exibidos noticiários e jogos que acontecem no momento. Simplesmente de babar.

Al-Shamal

Outro projeto bastante moderno. A capacidade original, de 20 mil torcedores, passaria a 45 mil. O estádio tem formato de um barco pesqueiro típico do Golfo Árabe-Pérsico, o “dhow”. Outro destaque é a mais longa ponte de vão livre do planeta, que ligaria o Qatar ao Bahrein.

Esta ponte seria mais uma forma de acesso ao estádio, além de vias expressas da redondeza e até mesmo táxis aquáticos.

Al-Wakrah

Este é um complexo esportivo que funcionaria 365 dias por ano e não somente na Copa. Deve contar centro aquático, SPA, instalações e shopping.

Al-Khor

O destaque deste estádio é a parte de cima, assimétrica e flexível, lembrando uma concha do mar.

Al-Gharafa

Também já existe, com capacidade para pouco mais de 20 mil pessoas. A estrutura móvel aumenta a capacidade para 44 mil. O destaque deste estádio são faixas na parte externa que representam as cores dos países participantes do evento.

Todos os estádios ficam próximos um do outro, cerca de menos de uma hora de distância, o que possibilita que torcedores assistam a mais de uma partida por dia. E todos eles são ligados ao sistema de metrô e ônibus. Assim, os torcedores chegam às instalações facilmente.

A decisão

Se essas cinco maravilhas sairão do papel, ainda não sabemos. O que se percebe é que a proposta do Qatar é única em vários sentidos: a primeira Copa com tecnologia sem carbono para arrefecimento e com a proposta de exportar para países sem a mesma.

Isso sem mencionar a ideia de transformar a parte externa de um estádio em um enorme projetor e no design ímpar de cada estádio.

Projetos ambiciosos e ecologicamente corretos.

A FIFA deve anunciar o país sede da Copa de 2022 no próximo mês de dezembro. Enquanto isso, o Brasil – sede da Copa de 2014 – vai penando com as reformas que mal começaram nos seus estádios.

O que você acha, caro leitor? Deixe seu comentário sobre esses projetos de encher os olhos. Até uma próxima!



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