Entenda as diferenças nas telas de celulares de última geração

Conheça quais são os tipos de displays mais avançados do mercado e quais são os diferenciais de cada um deles.
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Por Fernando Daquino em 23 de Janeiro de 2012

Entenda as diferenças nas telas de celulares de última geração (Fonte da imagem: Divulgação/Samsung)

Há algum tempo, estamos presenciando a evolução desenfreada dos mais variados tipos de aparelhos eletrônicos – basta acompanhar a quantidade de novidades que o Tecmundo noticia todos os dias. Entre os gadgets que ganham novos recursos a cada modelo lançado, os celulares e smartphones merecem destaque.

Além de terem componentes de hardware cada vez mais potentes (chegando bem perto do desempenho de computadores mais simples), os telefones portáteis são responsáveis pelo grande avanço dos displays.

Todo novo tipo de tela lançado promete maior durabilidade, resolução, definição de cores, economia de energia, tempo de resposta, ângulo de visão ou flexibilidade – características que proporcionam melhorias em nossa experiência e interação com esses dispositivos.

Mas você sabe quais são as telas mais avançadas do mercado? O que cada uma tem de peculiar? O que podemos esperar das próximas gerações de displays?

OLED e suas variações

A tecnologia OLED (Organic Light-Emitting Diode ou Diodo Orgânico Emissor de Luz, em português) revolucionou o mercado de eletrônicos. O material surgiu prometendo ser mais flexível, fino e com qualidade superior de reprodução de imagens.

Outras vantagens desse tipo de tela seriam o melhor contraste e o maior ângulo de visão. O formato inovador de displays deu certo e acabou gerando outras tecnologias, as quais nós vamos conhecer a seguir (para saber mais sobre o OLED leia este artigo).

AMOLED

Uma das tecnologias originadas desse material foi o AMOLED (sigla para Active-Matrix Organic Light-Emitting Diode). A diferença básica entre esses dois formatos é que o primeiro usa duas camadas de TFT para ativar seus pixels por intersecções entre comandos emitidos por linhas e colunas de energia, enquanto o AMOLED possui circuitos eletrônicos que ativam os LEDs eletricamente para que emitam luz diretamente nos pixels necessários (caso você queria se aprofundar no funcionamento dessas telas confira este e este artigo).

Detalhes técnicos deixados de lado, o que importa é que as telas de AMOLED podem ligar e desligar os seus pixels três vezes mais rápido do que outros displays convencionais. Isso resulta na exibição mais fluída de filmes com bastante movimentação de câmera, por exemplo. Esses displays contam com taxas maiores de variação de cores (as tonalidades ficam mais vivas) e maior ângulo de visão (por mais que você visualize o gadget lateralmente, a tela não "escurecerá").

Entenda as diferenças nas telas de celulares de última geração

Além disso, a iluminação desse tipo de tela chega a ser 150% melhor do que nas LCDs comuns e o tempo de resposta é bem menor – o que proporciona imagens em movimento mais nítidas, evitando aqueles borrões de cenas. O AMOLED também foi um dos precursores de projetos com displays flexíveis (podendo até serem enrolados como uma folha de papel) e semitransparentes.

Super AMOLED

Em seguida, foi desenvolvida pela Samsung a tecnologia Super AMOLED, que possui como diferencial a integração da camada responsável pela identificação dos toques diretamente na tela dos aparelhos. Isso possibilitou que os displays ficassem ainda mais finos.

Segundo a empresa, esse formato de tela possui maior sensibilidade ao toque (já que apresenta o recurso de recepção integrado diretamente no display), 20% mais brilho, 80% menos reflexão da luz solar e 20% menos consumo de energia. Testes realizados pela fabricante revelaram que a segunda geração do AMOLED é mais resistente que a anterior e teve evolução no ângulo de visão.

O fato de ter menos camadas entre a imagem e os nossos olhos proporciona o melhor trâmite de luz nos pixels, promovendo cores mais naturais e vivas. O primeiro aparelho lançado com tela Super AMOLED foi o Samsung Wave S8500. Recentemente, a empresa anunciou o Galaxy M, que deve ser uma opção mais acessível. No vídeo abaixo, veiculado pela própria desenvolvedora, você confere um pouco mais sobre a tecnologia.

Super AMOLED Plus

No início do ano passado, a Samsung apresentou mais uma evolução das telas AMOLED. O novo tipo de display, batizado de Super AMOLED Plus, apresentou como novidade a forma como os pixels são formados.

Até então, a fabricação das telas AMOLED usava uma técnica chamada PenTile, a qual resultava na predominância da cor verde nos subpixels que constituem cada pixel mostrado na tela. Nesse novo modelo, a multinacional adotou um método denominado Real-Stripe, permitindo que cada pixel do display tivesse um subpixel verde, um vermelho e um azul.

Com isso, a quantidade total de subpixels foi elevada em 50% (ultrapassando 1 milhão de subpixels), o que resulta em resoluções maiores (800x480 pixels) que reduziram drasticamente o granulado das imagens. As novas telas também apresentam uma redução de 18% no consumo de energia. Um bom exemplo da qualidade dessa tecnologia é o Samsung Galaxy SII.

Entenda as diferenças nas telas de celulares de última geração (Fonte da imagem: Divulgação/Samsung)

Retina Display

O aparelho mais famoso que utiliza a Retina Display é o iPhone (a partir da sua quarta geração). Os engenheiros da Apple desenvolveram pixels com apenas 78 micrômetros de largura, possibilitando que fossem colocadas quatro vezes mais pixels na tela do smartphone (são 326 pixels por polegada).

Essa maior densidade de pixels promove a maior resolução entre os smartphones (960x640 pixels) e imagens mais nítidas – mesmo que você se aproxime o aparelho do seu rosto, dificilmente você verá os pixels do display. A Retina Display também utiliza uma tecnologia chamada IPS (In-plane Switching), a qual permite um ângulo de visão maior se comparado às telas de LCD tradicionais.

Entenda as diferenças nas telas de celulares de última geração (Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

Segundo a empresa da Maçã, esse tipo de display ainda apresenta contraste até quatro vezes maior do que os modelos usados anteriormente nos seus gadgets. Em questão de durabilidade, a Retina Display também tem seu diferencial. Ela é produzida com materiais de helicópteros e trens de alta velocidade e recebe um tratamento químico para se tornar ainda mais resistente. O iPad 3 deve ser o próximo produto da Apple a receber essa tecnologia.

Super LCD

O Super LCD é uma tela criada pela Sony com base na tecnologia VSPEC III – capaz de reproduzir contraste de 800:1 e obter um ângulo de visão de até 160 graus. Segundo a HTC, que adotou o display em alguns de seus aparelhos, o SLCD oferece uma experiência visual parecida com a do AMOLED.

Todavia, o produto da Sony teria um melhor balanço de cores, alto contraste mais apurado e um gerenciamento de energia cinco vezes mais eficiente. Porém, devemos lembrar que as telas AMOLED não são as mais avançadas da sua categoria. Apesar de ter uma ótima resolução (960x540 pixels), de acordo com especialistas a Super LCD não supera a Super AMOLED Plus nem a Retina Display na qualidade do resultado final de reprodução das imagens.

Entenda as diferenças nas telas de celulares de última geração (Fonte da imagem: Divulgação/HTC)

CrystalLED

A mais recente tecnologia de tela foi anunciada pela Sony durante a CES 2012. Diferente das telas de LED convencionais, que usam uma fonte de luz para iluminar todos os seus pixels, o CrystalLED disponibiliza um pequeno LED para cada pixel. Com isso, as imagens ganham cores mais ricas, ficando mais próximas da realidade.

Conforme anunciado pela empresa, assim como algumas de suas concorrentes, essa tela permite ângulos de visão de até 180 graus. Além disso, ela possui uma gama 1,4 vez maior, contraste até 3,5 vezes mais alto e tempo de resposta cerca de 10 vezes mais rápido do que os modelos atuais.

A tecnologia foi apresentada em um protótipo de TV, mas, a princípio, nada impede que ela seja usada também em smartphones e tablets. Contudo, os displays baseados no OLED devem continuar sendo os mais finos.

Entenda as diferenças nas telas de celulares de última geração (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

O que vem por aí

Entre as opções de telas que abordamos ao longo deste artigo, tudo indica que os displays baseados na tecnologia OLED devem se tornar referência para aparelhos eletrônicos de menor porte, devido a sua flexibilidade, qualidade de imagem e espessura. Contudo, já existe um sucessor para esse tipo de tela, o COLED – revelado em 2009.

Os displays de LED também já contam com uma tecnologia mais avançada, a chamada QD-LED. E a disputa pelo desenvolvimento da melhor tela não para por aí: a Toshiba já anunciou que está trabalhando em um display de LCD superior ao Retina Display, e a Ignis Innovation revelou seu projeto para uma nova geração de telas AMOLED.

Quando essas tecnologias vão ser empregadas em dispositivos portáteis e chegar a nossas mãos ninguém sabe. A única certeza é que a cada nova tela lançada nós ganhamos gadgets capazes de reproduzir imagens com mais perfeição.



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