A fabricante alemã Schott está disposta a revolucionar a indústria de vidros que compõem o display de smartphones. Cheio de possibilidades de aplicação, o novo produto da empresa é descrito como "mais fino que um fio de cabelo, forte como vidro comum e dobrável como plástico".

Ele poderia ser usado para que um tablet fosse "dobrado" para ficar do tamanho de um celular para caber no bolso, por exemplo. Essa capacidade de se moldar também aceleraria bastante o desenvolvimento do mercado de dispositivos vestíveis, os wearables.

O método da Schott é baseado nas técnicas da Corning para a fabricação da tecnologia Gorilla Glass, bastante presente em modelos atuais. A fabricação em massa do novo vidro já começou, inclusive em larga escala: quem teve acesso ao material, como o site MIT Technology Review, viu longos rolos do produto que "pareciam papel celofane". O item que vai estrear a novidade é um sensor biométrico presente em um smartphone da chinesa LeTV.

Entre todos os desafios, talvez o maior da Schott foi transformar algo tão fino em um produto resistente. O segredo é uma alteração química: o fortalecimento porque íons de sódio saem do vidro quando ele é mergulhado em uma solução de potássio e comprimido em uma só composição. Quanto maior a compressão, mais fino ele fica. Porém, a companhia chega à espessura mínima de 20 micrômetros — menos que isso causaria rachaduras a todo momento em um display.