A Segunda Guerra Mundial mobilizou nações durante anos e, além de ocasionar a perda de muitas vidas por conta da mobilização de tropas, também fez com que cientistas e estrategistas militares concentrassem seus esforços na criação de armas e equipamentos para todos os terrenos e situações.

Muitas das tecnologias foram incorporadas em nosso cotidiano, como o forno de micro-ondas e o GPS. Porém, algumas das armas eram tão esquisitas, complexas ou simplesmente nada práticas que foram deixadas de lado e viraram apenas curiosidade.

A seguir, confira algumas dessas raridades que foram quase apagadas dos livros de História depois de desperdiçarem a hora de brilhar.

Tauchpanzer

Esse nome em alemão significa “tanque mergulhador”, o que já dá uma boa ideia sobre o funcionamento do aparato. Trata-se de um modelo modificado do Panzer III feito para se mover embaixo d'água por até 20 minutos, emergindo de surpresa em flancos desprotegidos ou até por trás das linhas inimigas. O tanque era impermeável graças a bloqueios de borracha inseridos nos componentes internos, enquanto uma mangueira com saída para a superfície (e que ficava boiando na água) fornecia ar aos ocupantes.

A ideia era que os tanques fossem transportados de navio e descessem em rampas na costa da Inglaterra durante a Operação Leão Marinho, o plano da Alemanha que nunca aconteceu para invadir a Grã-Bretanha. Como a ideia original naufragou, os Tauchpanzer viraram apenas terrestres e foram remanejados pra outros batalhões.

Schwerer Gustav

Esse aqui é para quem acredita nas armas apelativas para surpreender o adversário. O Gustav é nada menos que um trem acompanhado de um canhão de 32 metros. Eles eram usados pra derrubar alvos fortificados e disparavam balas de até 7 toneladas. Essa é simplesmente uma das maiores unidades de artilharia já utilizadas, o que também significa que havia um grande ponto negativo no veículo.

Ele tinha uma manutenção muito complicada, porque as partes se desgastavam facilmente com a pressão dos tiros e precisavam de substituição após poucos disparos. Como os componentes eram caros, pesados e de difícil transporte, a tecnologia não foi produzida em massa. Em 1945, os alemães destruíram o Gustav pra evitar a captura.

Projeto Zveno

A galeria de armas aéreas também tem lá suas excentricidades. O Zveno é uma espécie de aeronave “parasita” criada na União Soviética. O “núcleo” é um grande avião bombardeiro Tupolev TB-3 de armamento pesado, capaz de causar bastante estrago em alvos terrestres. Para não ser abatido facilmente por artilharia igualmente aérea, ele levava acoplados nas asas e na fuselagem de três a cinco caças.

Eles eram liberados da “nave-mãe” pra voar e disparar, liberando o caminho para o avião principal. Nos modelos mais modernos, era possível até içar os caças de volta. Ele foi usado em batalhas na Romênia e aposentado em 1943.

Fu-Go

Conhecida também como Fusen Bakudan, essa arma era simples, mas cheia de potencial para causar estragos. Esse balão japonês de hidrogênio media cerca de 10 metros e, em vez de pessoas ou suprimentos, carregava bombas incendiárias ou explosivas. Durante a noite, o gás interno resfriava, e o balão descia furtivamente em direção à terra.

Mais de 9 mil deles foram lançados nos Estados Unidos, mas só 300 chegaram perto de um alvo — e, desses, muitos pararam no oceano ou nas montanhas. O maior estrago foi psicológico: jornais divulgaram o plano do Japão, e a população ficou aterrorizada com ataques do tipo vindo dos céus.

Canal Defense Light

Desenvolvido em segredo e usado em ofensivas noturnas pelos britânicos, o Canal Defense Light é uma tecnologia simples e inicialmente inofensiva aplicada de um jeito interessante. No lugar do cano da arma principal, um holofote emitia uma luz intensa na direção do inimigo. O objetivo era confundir e desorientar os soldados, deixando as tropas vulneráveis para os tanques de verdade. Ele não foi usado tanto assim, e poucas unidades sobraram conservadas, mas os oficiais juram que ela se saiu muito bem nos testes em campo.